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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A Night In The Dark - Dark Saga, Reunion e Dark Witch (16/08/2014)

A noite teve início com o quinteto da Dark Saga, que voltou a apresentar material próprio, exceção feita à ótima cover de Hell Patrol.



Tudo correu muito bem, pois a banda estava bastante a vontade, tocando com garra, Stephanie fazendo tabelinhas providenciais com Deni Martins, com sua mão pesada, e Hector mais uma vez sendo o grande destaque.


Outra mudança significativa foi Derek ter assumido os vocais, pois tem presença de palco e um alcance invejável, sendo assim, as músicas ganharam uma identidade nova, já é possível dizer que determinada música tem o DNA da banda.

Em nada lembrou a banda que vi na Tribal, há alguns dias, e o público agradeceu.



Mal posso esperar pelo próximo show, pois a banda tem ótimas composições, músicos esforçados, e a evolução será natural.

Repertório:
1 - Gravediggers
2 - Faster Than a Bullet
3 - Top Of Reality
4 - Hell Patrol
5 - Lost Humanity
6 - Alcohol
7 - Die Young
8 - Behind The Mask
9 - Lessons In Life
10 - Army Of Five

Dark Saga é formada por: Derek (vocalista), Hector Basile (guitarrista), Julio Cesar (guitarrista), Stephanie Cunha (baixista) e Deni Martins (baterista).

Em seguida subiu ao palco a banda Reunion, com a proposta de interpretar os grandes clássicos do Iron Maiden e de Bruce Dickinson.

Até aí você pode pensar que não há nada de novo, mas aí é que você se engana, eles ousaram, tocando músicas raramente executadas, além de composições próprias, que mostraram que temos mais uma grande banda no cenário.




A formação teórica da maioria dos seus músicos em escolas especializadas faz toda a diferença nos arranjos, e fidelidade na hora de interpretar esses clássicos eternos.



Além disso, as participações de Eduardo Custódio (vocal do Vetor) em Hallowed Be Thy Name e Starchildren, e de Jefferson Castanheira em The Clairvoyant e Tears Of The Dragon, foram um show a parte.



Nem mesmo a gripe de Fabio Luiz comprometeu o resultado final, pois ele soube dosar sua voz.

Repertório:
1 - Aces High
2 - Flight Of Icarus
3 - The Trooper
4 - Deja Vu
5 - Wratchild
6 - The Evil That Men Do
7 - Garden Of Pain
8 - Hallowed Be Thy Name
9 - Starchildren
10 - Transylvania
11 - Walking Alone
12 - Moonchild
13 - Bring Your Daughter To The Slaughter
14 - The Clairvoyant
15 - Tears Of The Dragon
16 - Powerslave

Reunion é formada por: Fábio Luís (vocalista), Nuno Mouronho (guitarrista), Mario Baccarat (guitarrista), Ado Remolli (guitarrista), Vinicius Kexo (baixista) e André Teixeira (baterista).

Encerrando a noite, tivemos o momento mais polêmico, com a apresentação da Dark Witch.
Como já é de costume, o quarteto capitaneado por Bil Martins iniciou os trabalhos com muito peso, e os poucos, mas leais presentes, acompanhavam com bastante entusiasmo.

Eis que na terceira música são informados que deveriam encerrar o show naquele instante, e pela primeira vez vi Bil sair de si, seu semblante era indescritível.




Tempo suficiente apenas para mais uma música, sem deixar o profissionalismo de lado, e no final da curta apresentação, no ápice da ira, o também sempre sereno César, arranca furiosamente as cordas de sua guitarra.

Infelizmente essa foi uma não-apresentação.

Vamos agora aos fatos: realmente toda casa tem um horário de funcionamento, e esse erro absurdo ocorreu por falta de planejamento, e clara definição de quanto tempo as bandas deveriam tocar, com a duração exata de cada música já estipulada, intervalo entre cada banda,etc.



Por outro lado, e principalmente por ser amigo pessoal de Bil e César, e saber do trato sempre cordial que ambos cultivam, é lamentável  ver como parte dos funcionários da casa se comportaram com o ocorrido, gritando desnecessariamente, com comentários irônicos, que gerou ânimos exaltados de músicos, funcionários e público.

Felizmente, após o ocorrido, as pessoas responsáveis pela casa esclareceram os fatos, desta feita de maneira respeitosa, e o Dark Witch recuou da decisão tomada no calor do momento, e anunciada a plenos pulmões, que àquela casa não voltariam.



É bom deixar claro, que a despeito do ocorrido, a casa tem uma ótima estrutura e localização de fácil acesso, e considerando o ineditismo do evento, ele foi um sucesso.

Repertório
1 - Master Of Fate
2 - Circle Of Blood
3 - Wild Heart
4 - Aegon The Conqueror
5 - Liberty Is Death
6 - To Valhalla We Ride

Dark Witch é formada por: Bil Martins (baixista e vocalista), César Antunha (guitarrista), Musashi Coelho (guitarrista) e André Kreidel (baterista).

O público era modesto, mas fez a sua parte, assim como o Ícaro, que organizou o evento por conta própria, aprendeu com os poucos erros, mas se entregou a cada momento das apresentações, mostrando seu respeito pelo público e os músicos.



Agradeço aos leitores, aos músicos, ao público e ao camarada Márcio Tavares pelas fotos.

sábado, 14 de junho de 2014

Tribal Free Metal Fest - Dark Saga, Usina e Odum (13/06/2014)

Mais uma edição do Tribal Free Metal Fest aconteceu, e como não poderia ser diferente, o blog estava lá, com exclusividade.

A casa recebeu um bom público, numa sexta-feira 13 enluarada, com temperatura amena.

O quinteto da Dark Saga teve a difícil tarefa de abrir o espetáculo, e entre prós e contras, cumpriram o seu papel.

As três primeiras músicas foram prejudicadas pelo som "embolado" do palco, tornando-as quase inaudíveis.


Outra coisa que ficou evidente, foi a postura "acanhada" da banda no palco, com raras interações com o público, que só se alterou nas últimas músicas.

Aí você pode se perguntar, e os prós?

A banda tem talento, é notório, apenas precisa ser lapidada, ensaiar o dobro do tempo,etc,além de encarar qualquer palco como o Madson Square Garden, porque assim as músicas, muito boas por sinal, fluirão muito melhor.



Destaque para Hector, que empunha sua guitarra sem medo, e Deni, que se não inventa a roda, dá baquetadas na medida.

Rodrigo (que tem todas as qualidades de um frontman), Stephanie e Julio Cesar mostraram nos seus momentos de protagonismo o seu melhor, isso só precisa se tornar frequente em todos os minutos do show, como já falado.



Muito interessante também, a banda não ficar no lugar comum de encher o show com covers.As composições tem qualidade, e se bem trabalhadas, funcionarão ainda melhor ao vivo.

Lista de Músicas:
1 - Gravediggers
2 - Behind a Mask
3 - Top of Reality
4 - Here I Am
5 - Indians
6 - The Wicker Man
7 - Faster Than a Bullet
8 - Lessons In Life

Dark Saga é formada por: Rodrigo Moura (vocalista), Julio Cesar (guitarrista), Hector Basile (guitarrista), Stephanie Cunha (baixista) e Deni Martins (baterista).


Minutos depois, suficiente para ir ao banheiro e beber aquele refrigerante, era hora da Usina subir ao palco, e foi com o pé na porta.

Pelo nome das músicas já se imagina o que presenciamos, mas só quem estava lá, pode de fato ouvir Rafael vociferar cada uma das músicas, como se estivemos a beira de um colapso, e a humanidade não tivesse mais salvação.



Rodas se formaram em vários momentos, e "Bloodgrinder" incitava ainda mais a plateia.Já começou o show com uma goleada, e fez questão de demonstrar que faria daquele palco o quintal de sua casa, ou porque não dizer, o seu campo de batalha particular.

Era possível ver gotas de suor escorrendo de Fábio Abreu, perfeitamente compreensível, dada a brutalidade com que espancava sua bateria.



Evandro Lau segurou muito bem as pontas, para Thalles e Raphael brindarem os presentes com palhetadas precisas e nervosas.

Fazendo uma analogia com o esporte, a banda comporta-se como o Mike Tyson em seus tempos áureos, em poucos minutos massacra os adversários, e foi assim que a plateia se sentiu, sem tempo pra retomar o fôlego a cada pedrada.



Outro ponto bastante positivo são as composições em português, misturando sarcasmo e crítica social na medida certa.

Lista de Músicas:
1 - Pá
2 - Demônios
3 - Sistema
4 - Crimes de Guerra
5 - Cadeia
6 - Inferno e Caos
7 - Belzeblues
8 - Fé Capitalista
9 - Meretriz
10 - Usineiro Louco

Usina é formada por: Rafael "Bloodgrinder" (vocalista), Thalles Mitras (guitarrista), Raphael Mendonça (guitarrista), Evandro Lau (baixista) e Fábio Abreu (baterista).

O escolhido para fechar brilhantemente esta noite, foi a banda Odum.

Os momentos que precederam a entrada da banda no palco foram marcados por expectativa, já que Gus Conde apareceu com um kit monstruoso de bateria, e pela estrutura da casa, talvez o som não fosse aproveitado na sua totalidade.



Resolvidos pequenos problemas técnicos, a banda subiu ao palco, para mostrar o motivo de tanta repercussão a respeito do seu trabalho.

Bio Silva é um vocalista de primeira grandeza, domina o palco como poucos, e sabe direcionar sua ira na medida certa, em cada uma das músicas.



Tadeu e Kyle são guitarristas primorosos, muito pesados e técnicos, não erram uma, e tocam com uma naturalidade impressionante.

Pedro é muito seguro no que faz, sendo um dos responsáveis pela sonoridade singular da banda.



Gus Conde é um capítulo a parte.É quase impossível acompanhar o movimento de suas mãos, e as quebras de ritmo dentro de uma mesma música impressionam.

A plateia ficou extasiada, e tantas outras rodas se formaram.

Usando outra metáfora esportiva, nesse time não tem carregador de piano, são todos camisas 10.Exemplo de profissionalismo e entrega no palco.

Lista de Músicas:
1 - Chapter IV
2 -
3 - New Earth
4 -
5 - Forever
6 - My Skin
7 - Inner Sense
8 - Nothing

Odum é formada por: Bio Silva (vocalista), Tadeu Neto (guitarrista), Kyle Fernandes (guitarrista), Pedro Castro (baixista) e Gus Conde (baterista).

Agradeço aos músicos, ao público presente, ao Fabio e todos os profissionais da casa,e é gratificante ver que se o público não aumenta exponencialmente, ele se solidifica.

Outra coisa que merece destaque é ver como há uma safra de qualidade na região, em várias das vertentes do metal, ao contrário do que diz o senso comum, de que iremos cair no ostracismo inevitavelmente.