Essa resenha é especial, pois pela primeira vez tive total acesso às bandas, inclusive nos bastidores.
A noite estava com um clima agradabilíssimo, sendo assim, ideal para conferir um heavy de primeira.
A jornada começou com o trio do Carnal Desire, icônica por suas letras sarcásticas.
Apesar do bom humor, que envolve cada interação do vocalista Tarso, a banda em momento algum abre mão do profissionalismo, para deleite do público, que acompanhou uma apresentação cheia de peso, principalmente pelas "marretadas" de Diego.
Muito bom ver essa banda em ação, com a mistura sempre certeira de metal, hardcore e punk.
Lista de Músicas
1 - Overfuck
2 - Dark Room
3 - Efeito Hiena
4 - Noiva de Satã
5 - Zoofilia
6 - Sodoma e Gomorra
7 - Masturbação
8 - Fio Terror
9 - Edir Macedo
10 - Trinca
11 - Chupeta Zumbi - Walking Dead
12 - T-Lover
13 - Vaginoscopia
14 - Carnal
15 - Churros Assassinos
16 - Profissão Peão
17 - Cookié bom...nada!
Carnal Desire é formada por: Tarso Wierdak (vocalista e guitarrista), André Monteiro (baixista) e Diego "Lo Pombo" (baterista).
Em seguida, meus conterrâneos do Heavenly Kingdom brindaram os presentes com seu heavy/thrash extremamente técnico.
A presença de Bil na banda é fundamental, garantindo uma sonoridade bem específica a banda.Poderia citar várias músicas, mas como o camarada canta em Tears From The Sky, é de arrepiar.
Vimos um Vagner bastante cansado, ofegante a cada música, o que não comprometeu o resultado final, muito pelo contrário, já que ele conseguiu canalizar aquilo numa performance intensa, cheia de riffs marcantes, e seu tradicional timbre rasgado.
As viradas sempre precisas de André Balula são de encher os olhos, mais do que peso, ele dita o ritmo da banda.
O final foi apoético, com o cover de Sirens, fazendo todos perderem a voz de uma vez por todas.
Lista de Músicas:
1 - The Trial
2 - Annunciation
3 - Nature In Fury
4 - No Violence
5 - Tears From The Sky
6 - Sign Of The Cross
7 - Against All Evil
8 - The Exodus
9 - Sirens
Heavenly Kingdom é formada por: Vagner Mesquita (vocalista e guitarrista), Bil Martins (vocalista e guitarrista), Nando Rodrigues (baixista) e André Balula (baterista).
Encerrando a noite com maestria, tivemos o quarteto do Woslom, que justificou todo o burburinho em relação a sua música.
Outra banda com referências do thrash oitentista, os mais desavisados podem pensar, mas o que vimos foi uma apresentação com a fúria característica do estilo, aliada à um som muito limpo e técnica apurada.
Silvano "bangueia" como ninguém, assim como dá conta do recado nos riffs, além de imprimir uma pegada sempre agressiva às músicas, com seu tom de voz.
Andre segura as pontas como ninguém, além de fazer toda a diferença como "backing vocal".É o dínamo da banda.
Fernando usa suas baquetas como armas, com um peso e técnica incomuns.
Rafael merece um estudo de caso, afinal trata sua guitarra como a melhor amiga, além de ter toda a postura de um "rockstar".É missão para poucos acompanhar seus dedos percorrerem seu instrumento.
Destaque para Pray to Kill, com linhas de guitarra marcantes, refrão na medida e Time To Rise, que encerrou da melhor maneira possível o show.
Outro ponto positivo, é que assim que terminou o show, a banda confraternizou com os presentes, atendendo aos pedidos de fotos, e vendendo cd's e camisetas.
Lista de Músicas:
1 - Haunted By The Past
2 - Pray To Kill
3 - Mortal Effect
4 - Purgatory
5 - Evolustruction
6 - New Faith
7 - Breathless
8 - Beyond Inferno
9 - Time To Rise
Woslom é formada por: Silvano Aguilera (vocalista e guitarrista), Rafael Iak (guitarrista), Andre Mellado (baixista) e Fernando Oster (baterista)
Disso tudo, podemos ter a certeza que o heavy/thrash tupiniquim está em ótimas mãos, e só depende dele mesmo para ganhar as manchetes.
Novamente agradeço ao Luiz Carlos, pelo jeito amigável que me recebeu, a permissão para eu tirar as fotos de dentro do "aquário", os funcionários, aos músicos, pela garra a cada apresentação e bom trato com os fãs, e principalmente ao público, que se não estava em grande número, compareceu numa noite de domingo, aproveitando cada instante das apresentações.
Aqui estarão minhas críticas, opiniões e sugestões sobre o que ocorre ao redor do mundo em todos os seus aspectos, tudo temperado com rock/heavy, Santos FC e dicas culturais.
terça-feira, 17 de junho de 2014
sábado, 14 de junho de 2014
Tribal Free Metal Fest - Dark Saga, Usina e Odum (13/06/2014)
Mais uma edição do Tribal Free Metal Fest aconteceu, e como não poderia ser diferente, o blog estava lá, com exclusividade.
A casa recebeu um bom público, numa sexta-feira 13 enluarada, com temperatura amena.
O quinteto da Dark Saga teve a difícil tarefa de abrir o espetáculo, e entre prós e contras, cumpriram o seu papel.
As três primeiras músicas foram prejudicadas pelo som "embolado" do palco, tornando-as quase inaudíveis.
Outra coisa que ficou evidente, foi a postura "acanhada" da banda no palco, com raras interações com o público, que só se alterou nas últimas músicas.
Aí você pode se perguntar, e os prós?
A banda tem talento, é notório, apenas precisa ser lapidada, ensaiar o dobro do tempo,etc,além de encarar qualquer palco como o Madson Square Garden, porque assim as músicas, muito boas por sinal, fluirão muito melhor.
Destaque para Hector, que empunha sua guitarra sem medo, e Deni, que se não inventa a roda, dá baquetadas na medida.
Rodrigo (que tem todas as qualidades de um frontman), Stephanie e Julio Cesar mostraram nos seus momentos de protagonismo o seu melhor, isso só precisa se tornar frequente em todos os minutos do show, como já falado.
Muito interessante também, a banda não ficar no lugar comum de encher o show com covers.As composições tem qualidade, e se bem trabalhadas, funcionarão ainda melhor ao vivo.
Lista de Músicas:
1 - Gravediggers
2 - Behind a Mask
3 - Top of Reality
4 - Here I Am
5 - Indians
6 - The Wicker Man
7 - Faster Than a Bullet
8 - Lessons In Life
Dark Saga é formada por: Rodrigo Moura (vocalista), Julio Cesar (guitarrista), Hector Basile (guitarrista), Stephanie Cunha (baixista) e Deni Martins (baterista).
Minutos depois, suficiente para ir ao banheiro e beber aquele refrigerante, era hora da Usina subir ao palco, e foi com o pé na porta.
Pelo nome das músicas já se imagina o que presenciamos, mas só quem estava lá, pode de fato ouvir Rafael vociferar cada uma das músicas, como se estivemos a beira de um colapso, e a humanidade não tivesse mais salvação.
Rodas se formaram em vários momentos, e "Bloodgrinder" incitava ainda mais a plateia.Já começou o show com uma goleada, e fez questão de demonstrar que faria daquele palco o quintal de sua casa, ou porque não dizer, o seu campo de batalha particular.
Era possível ver gotas de suor escorrendo de Fábio Abreu, perfeitamente compreensível, dada a brutalidade com que espancava sua bateria.
Evandro Lau segurou muito bem as pontas, para Thalles e Raphael brindarem os presentes com palhetadas precisas e nervosas.
Fazendo uma analogia com o esporte, a banda comporta-se como o Mike Tyson em seus tempos áureos, em poucos minutos massacra os adversários, e foi assim que a plateia se sentiu, sem tempo pra retomar o fôlego a cada pedrada.
Outro ponto bastante positivo são as composições em português, misturando sarcasmo e crítica social na medida certa.
Lista de Músicas:
1 - Pá
2 - Demônios
3 - Sistema
4 - Crimes de Guerra
5 - Cadeia
6 - Inferno e Caos
7 - Belzeblues
8 - Fé Capitalista
9 - Meretriz
10 - Usineiro Louco
Usina é formada por: Rafael "Bloodgrinder" (vocalista), Thalles Mitras (guitarrista), Raphael Mendonça (guitarrista), Evandro Lau (baixista) e Fábio Abreu (baterista).
O escolhido para fechar brilhantemente esta noite, foi a banda Odum.
Os momentos que precederam a entrada da banda no palco foram marcados por expectativa, já que Gus Conde apareceu com um kit monstruoso de bateria, e pela estrutura da casa, talvez o som não fosse aproveitado na sua totalidade.
Resolvidos pequenos problemas técnicos, a banda subiu ao palco, para mostrar o motivo de tanta repercussão a respeito do seu trabalho.
Bio Silva é um vocalista de primeira grandeza, domina o palco como poucos, e sabe direcionar sua ira na medida certa, em cada uma das músicas.
Tadeu e Kyle são guitarristas primorosos, muito pesados e técnicos, não erram uma, e tocam com uma naturalidade impressionante.
Pedro é muito seguro no que faz, sendo um dos responsáveis pela sonoridade singular da banda.
Gus Conde é um capítulo a parte.É quase impossível acompanhar o movimento de suas mãos, e as quebras de ritmo dentro de uma mesma música impressionam.
A plateia ficou extasiada, e tantas outras rodas se formaram.
Usando outra metáfora esportiva, nesse time não tem carregador de piano, são todos camisas 10.Exemplo de profissionalismo e entrega no palco.
Lista de Músicas:
1 - Chapter IV
2 -
3 - New Earth
4 -
5 - Forever
6 - My Skin
7 - Inner Sense
8 - Nothing
Odum é formada por: Bio Silva (vocalista), Tadeu Neto (guitarrista), Kyle Fernandes (guitarrista), Pedro Castro (baixista) e Gus Conde (baterista).
Agradeço aos músicos, ao público presente, ao Fabio e todos os profissionais da casa,e é gratificante ver que se o público não aumenta exponencialmente, ele se solidifica.
Outra coisa que merece destaque é ver como há uma safra de qualidade na região, em várias das vertentes do metal, ao contrário do que diz o senso comum, de que iremos cair no ostracismo inevitavelmente.
A casa recebeu um bom público, numa sexta-feira 13 enluarada, com temperatura amena.
O quinteto da Dark Saga teve a difícil tarefa de abrir o espetáculo, e entre prós e contras, cumpriram o seu papel.
As três primeiras músicas foram prejudicadas pelo som "embolado" do palco, tornando-as quase inaudíveis.
Outra coisa que ficou evidente, foi a postura "acanhada" da banda no palco, com raras interações com o público, que só se alterou nas últimas músicas.
Aí você pode se perguntar, e os prós?
A banda tem talento, é notório, apenas precisa ser lapidada, ensaiar o dobro do tempo,etc,além de encarar qualquer palco como o Madson Square Garden, porque assim as músicas, muito boas por sinal, fluirão muito melhor.
Destaque para Hector, que empunha sua guitarra sem medo, e Deni, que se não inventa a roda, dá baquetadas na medida.
Rodrigo (que tem todas as qualidades de um frontman), Stephanie e Julio Cesar mostraram nos seus momentos de protagonismo o seu melhor, isso só precisa se tornar frequente em todos os minutos do show, como já falado.
Muito interessante também, a banda não ficar no lugar comum de encher o show com covers.As composições tem qualidade, e se bem trabalhadas, funcionarão ainda melhor ao vivo.
Lista de Músicas:
1 - Gravediggers
2 - Behind a Mask
3 - Top of Reality
4 - Here I Am
5 - Indians
6 - The Wicker Man
7 - Faster Than a Bullet
8 - Lessons In Life
Dark Saga é formada por: Rodrigo Moura (vocalista), Julio Cesar (guitarrista), Hector Basile (guitarrista), Stephanie Cunha (baixista) e Deni Martins (baterista).
Minutos depois, suficiente para ir ao banheiro e beber aquele refrigerante, era hora da Usina subir ao palco, e foi com o pé na porta.
Pelo nome das músicas já se imagina o que presenciamos, mas só quem estava lá, pode de fato ouvir Rafael vociferar cada uma das músicas, como se estivemos a beira de um colapso, e a humanidade não tivesse mais salvação.
Rodas se formaram em vários momentos, e "Bloodgrinder" incitava ainda mais a plateia.Já começou o show com uma goleada, e fez questão de demonstrar que faria daquele palco o quintal de sua casa, ou porque não dizer, o seu campo de batalha particular.
Era possível ver gotas de suor escorrendo de Fábio Abreu, perfeitamente compreensível, dada a brutalidade com que espancava sua bateria.
Evandro Lau segurou muito bem as pontas, para Thalles e Raphael brindarem os presentes com palhetadas precisas e nervosas.
Fazendo uma analogia com o esporte, a banda comporta-se como o Mike Tyson em seus tempos áureos, em poucos minutos massacra os adversários, e foi assim que a plateia se sentiu, sem tempo pra retomar o fôlego a cada pedrada.
Outro ponto bastante positivo são as composições em português, misturando sarcasmo e crítica social na medida certa.
Lista de Músicas:
1 - Pá
2 - Demônios
3 - Sistema
4 - Crimes de Guerra
5 - Cadeia
6 - Inferno e Caos
7 - Belzeblues
8 - Fé Capitalista
9 - Meretriz
10 - Usineiro Louco
Usina é formada por: Rafael "Bloodgrinder" (vocalista), Thalles Mitras (guitarrista), Raphael Mendonça (guitarrista), Evandro Lau (baixista) e Fábio Abreu (baterista).
O escolhido para fechar brilhantemente esta noite, foi a banda Odum.
Os momentos que precederam a entrada da banda no palco foram marcados por expectativa, já que Gus Conde apareceu com um kit monstruoso de bateria, e pela estrutura da casa, talvez o som não fosse aproveitado na sua totalidade.
Resolvidos pequenos problemas técnicos, a banda subiu ao palco, para mostrar o motivo de tanta repercussão a respeito do seu trabalho.
Bio Silva é um vocalista de primeira grandeza, domina o palco como poucos, e sabe direcionar sua ira na medida certa, em cada uma das músicas.
Tadeu e Kyle são guitarristas primorosos, muito pesados e técnicos, não erram uma, e tocam com uma naturalidade impressionante.
Pedro é muito seguro no que faz, sendo um dos responsáveis pela sonoridade singular da banda.
Gus Conde é um capítulo a parte.É quase impossível acompanhar o movimento de suas mãos, e as quebras de ritmo dentro de uma mesma música impressionam.
A plateia ficou extasiada, e tantas outras rodas se formaram.
Usando outra metáfora esportiva, nesse time não tem carregador de piano, são todos camisas 10.Exemplo de profissionalismo e entrega no palco.
Lista de Músicas:
1 - Chapter IV
2 -
3 - New Earth
4 -
5 - Forever
6 - My Skin
7 - Inner Sense
8 - Nothing
Odum é formada por: Bio Silva (vocalista), Tadeu Neto (guitarrista), Kyle Fernandes (guitarrista), Pedro Castro (baixista) e Gus Conde (baterista).
Agradeço aos músicos, ao público presente, ao Fabio e todos os profissionais da casa,e é gratificante ver que se o público não aumenta exponencialmente, ele se solidifica.
Outra coisa que merece destaque é ver como há uma safra de qualidade na região, em várias das vertentes do metal, ao contrário do que diz o senso comum, de que iremos cair no ostracismo inevitavelmente.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Tribal Free Metal Fest (11/04/2014)
Uma agradável noite de sexta-feira a noite, com quatro bandas de primeira e entrada franca, aonde mais o blog poderia estar?
Lógico que fomos até a Tribal fazer a cobertura de mais um evento, e pode botar exclusivo no rodapé da página.kkkkk.
Por volta de 00h40, o Dark Witch deu início aos trabalhos, com o seu heavy metal de primeira grandeza.
Abriram o show em alta velocidade com Master of Fate e seu refrão poderoso e de fácil assimilação, que ao vivo funciona muito bem.
Com Wild Heart, podemos ter noção do alcance vocal e tudo o que Bill Martins é capaz de fazer com sua voz, além do solo monstruoso de guitarra.
Firestorm, o grande hino da banda, foi cantada a plenos pulmões pelos presentes, com o auxílio de Wanderson Barreto vocalista e guitarrista de outra banda da cidade, a Rygel.
Cesar Antunha chama toda a atenção para si, esqueça aquela pessoal afável, sempre disposta a uma boa conversa, pois no palco ele encarna a persona do autêntico rockstar, com solos intrincados, caras e bocas e o movimento característico de Pete Townshend, girando o braço a cada palhetada certeira.
Apesar de mais discreto no palco, Musashi é muito seguro em cada riff, e André não erra uma, ditando perfeitamente o ritmo dessa locomotiva metálica.
Encerram o show de maneira apoteótica com To Valhalla We Ride, outra feita sob medida para o público cantar com a banda até o fôlego acabar.
O Dark Witch é formado por Bill Martins (baixista/vocalista), Cesar Antunha (guitarrista), Musashi Coelho (guitarrista) e André Kreidel (baterista).
1 - Master Of Fate
2 - Circle Of Blood
3 - Wild Heart
4 - Liberty Is Death
5 - Aegon, The Conqueror
6 - Firestorm
7 - Siegfried
8 - To Vahalla We Ride
A Phoyce subiu ao palco com a difícil tarefa de manter a atenção dos presentes, após a apresentação eletrizante do Dark Witch.
Impressionaram o público, não só pelas músicas em português, bem interessantes, como pela postura agressiva no palco, mas nem só de pontos positivos foi marcada a apresentação do trio.
Como já mencionei, assim que os primeiros acordes de "O corre" soaram, foi como um soco no estômago, tendo em vista a postura da banda no palco, condizentes com as canções diretas, típicas de um punk bem executado, sem deixar de lado um instrumental muito bem feito.
Tudo muito bem, tudo muito bom, a plateia na mão, algumas rodas já se formavam, até que na quarta música as cordas da guitarra de Phábiño se quebram, e além de encurtarem o show, eles continuam só com voz, baixo e bateria, o que reduziu demais seu poder de fogo.
Independente do acontecido, não se deixam abater, e encerram com Cachê, precedida de uma fala bastante provocativa de Phábiño, sobre bandas que se submetem a situações inglórias por dinheiro.
Phábiño é um frontman nato, incita a plateia e faz muito bem o seu papel, sem sobressaltos. Joyce tem pouco contato com o público, mas tem uma presença de palco absurda, além da total intimidade com seu instrumento e Lucas dita muito bem o ritmo do trio.
Em resumo é isso, um trio competente, que ainda tem muito a mostrar, assim que forem lapidados e contarem com um apoio mais efetivo, para não se repetirem casos como o dessa noite.
O mais importante é que tem a ferocidade que deveria ser inerente a qualquer banda do estilo.Um cruzado bem dado naqueles que acham que não é possível fazer rock, qualquer que seja a sua vertente, em português, com qualidade.
A Phoyce é formada por Phábiño (vocalista/guitarrista), Joyce Iglesias (baixista) e Lucas Remane (baterista).
Lista de Músicas A Phoyce
1 - O corre
2 - Carcará
3 - Vermes fdp
4 - Espelhos da sua opinião
5 - A Phoyce
6 - Cachê
O quarteto do Heavenly Kingdom, da minha terra natal, Cubatão, inicia o show com The Trial, já mostrando a que vieram, com um peso e técnica incomuns.
Dentre outras, destaque para Tears From The Sky com riffs muito bem trabalhados e Vagner Mesquita cantando demais, seja com a voz mais limpa, ou quando deve atingir as notas mais altas, além dos solos que são um verdadeiro nocaute.Refrão na medida, impossível não berrar "tears are falling from the skyyyyyy!"
Mesmo com Bill Martins assumindo temporariamente uma das guitarras e Rodrigo Balula o baixo, o quarteto funcionou muito bem ao vivo, com um thrash de gente grande, com um instrumental caprichado e letras interessantíssimas.
Encerram o show com um clássico atemporal, uma dobradinha eletrizante de Vagner e Bill em Sirens, que apenas complementou uma performance irretocável.
Assim como no caso do Vetor, é bom ver que o thrash deu o próximo passo sem perder a sua essência, já que os solos são mais trabalhados, há mais quebras inesperadas numa mesma música, assim como diferentes linhas vocais.
O Heavenly Kingdom é formado por Vagner "Fifo" Mesquita (vocalista/guitarrista), Bill Martins(guitarrista) *Fernando Rodrigues (baixista) e André Balula(baterista)
* Por questões de agenda profissional, nesse show Rodrigo Balula assumiu o baixo da banda.
* Por questões de agenda profissional, nesse show Rodrigo Balula assumiu o baixo da banda.
Lista de Músicas Heavenly Kingdom
1 - The Trial
2 - Annunciation
3- Nature In Fury
4 - No Violence
5 - Tears From The Sky
6 - Sign Of The Cross
7 - Against All Evil
8 - The Exodus
9 - Sirens (Savatage)
Sempre vale a pena falar do Vetor, pois tem um pé fincado no thrash tradicional, mas o outro em diversas outras vertentes do chamado metal moderno, mas moderno entenda-se por "parrudo", cheio de personalidade, mudanças de andamento numa mesma música, etc.
A passagem de som demorou mais do que o esperado, e pude ver um Luiz Meles bastante nervoso, pois o seu baixo estava inaudível.
Instantes depois, com o problema já solucionado era a hora de coroar uma noite que já estava ganha.
Será cair no lugar comum descrever cada música, só o que posso dizer é que mais uma vez o show foi brutal.
Mesmo as músicas do álbum vindouro, Chaos Before The End, foram muito bem recebidas pelo público, que espera com ansiedade seu lançamento.
Quem acompanha a banda há um certo tempo, sabe do seu peso, seja em estúdio ou ao vivo, mas a entrada de Ricardo Lima ao grupo tem tudo para se mostrar um divisor de águas, já que as composições ganharam tanto em peso quanto em técnica, já que apesar de sua discrição no palco, o cara toca demais, não erra uma nota e seu dedilhado pesa uma tonelada.
A dupla Meles/Palmieri é uma das melhores do metal da Baixada, o primeiro com seu dedilhado preciso e a habilidade de se agigantar no palco, a despeito do seu tamanho, e o segundo com suas marretadas igualmente precisas e violentas, garantem o som único do quinteto, uma verdadeira carnificina metálica.
Encerrando uma noite de celebração ao estilo, nada melhor do que a faixa que dá nome à banda, que já se tornou um clássico, e nessa hora Luciano Gavioli decidiu ser recebido de braços abertos pelo público, ou algo parecido com isso, já que desceu do palco para destilar seus riffs certeiros bem no meio da roda que só crescia a cada música.
Parecerá um exagero o que direi, mas se temos motivos pra falar com tanto respeito da Bay Area, eventos como esse mostram que a "Harbor Area" em breve estará nos holofotes, graças a garra e profissionalismo dessas e de outras bandas da região.
O Vetor é formado por Eduardo Jr.(vocalista), Luciano Gavioli (guitarrista), Ricardo Lima (guitarrista), Luiz Meles (baixista) e Afonso Palmieri (baterista).
Lista de Músicas Vetor
1 - Religious Falsehood
2 - Strike Command
3 - In The Sound Of The Wind
4 - The Sword
5 - Ten Thousand Strong (Iced Earth)
6 - My Torment
7 - Chaos Before The End
8 - Vetor
Mais uma vez parabéns à organização do evento, pelo bom espaço cedido, som e ventilação adequados, e antes de tudo, respeito ao público e aos músicos.
sábado, 2 de novembro de 2013
O Reino Sangrento do Slayer
Ao contrário da autobiografia de Dave Mustaine, e talvez por não contar com a contribuição dos seus integrantes, tem-se a impressão de relatos demasiadamente superficiais, com declarações feitas ao próprio autor (Joel McIver) ou aos demais veículos especializados, usadas para corroborar certas opiniões do escritor.
Nessa segunda edição, os tão criticados erros de tradução foram corrigidos, assim como o projeto gráfico, além de contar com uma bela capa dura.
Fica de lição os trechos em que são citados como alguns dos maiores clássicos da banda foram concebidos, de maneira totalmente amadora, não pelos profissionais envolvidos, é claro, mas pela qualidade dos equipamentos a disposição, e que mesmo com todos esses percalços soam atemporais, ao contrário de algumas bandas contemporâneas, que mesmo com todos os recursos disponíveis, entregam sempre materiais aquém do esperado.
Resumidamente, o autor revela suas impressões a respeito de cada registro, seja de estúdio ou ao vivo, lançado pela banda, com relatos ocasionais de fatos que marcaram esses trabalhos.
Por incrível que pareça, as páginas que mais chamarão sua atenção são as iniciais, que narram como Lombardo e Araya se aproximaram, tendo em comum suas influências de música latina, ou ainda a cerebral parceria entre King e Hanneman.
É de fundamental importância, por ser a primeira a contar a história de uma das banda mais importantes da história do Thrash Metal, mas pelos motivos já mencionados, nos deixa na expectativa de uma terceira edição, dessa vez com a participação dos integrantes da banda, a fim de sabermos sua versão dos fatos a respeito do relacionamento com as outras bandas do Big Four,por exemplo.
Nessa segunda edição, os tão criticados erros de tradução foram corrigidos, assim como o projeto gráfico, além de contar com uma bela capa dura.
Fica de lição os trechos em que são citados como alguns dos maiores clássicos da banda foram concebidos, de maneira totalmente amadora, não pelos profissionais envolvidos, é claro, mas pela qualidade dos equipamentos a disposição, e que mesmo com todos esses percalços soam atemporais, ao contrário de algumas bandas contemporâneas, que mesmo com todos os recursos disponíveis, entregam sempre materiais aquém do esperado.
Resumidamente, o autor revela suas impressões a respeito de cada registro, seja de estúdio ou ao vivo, lançado pela banda, com relatos ocasionais de fatos que marcaram esses trabalhos.
Por incrível que pareça, as páginas que mais chamarão sua atenção são as iniciais, que narram como Lombardo e Araya se aproximaram, tendo em comum suas influências de música latina, ou ainda a cerebral parceria entre King e Hanneman.
É de fundamental importância, por ser a primeira a contar a história de uma das banda mais importantes da história do Thrash Metal, mas pelos motivos já mencionados, nos deixa na expectativa de uma terceira edição, dessa vez com a participação dos integrantes da banda, a fim de sabermos sua versão dos fatos a respeito do relacionamento com as outras bandas do Big Four,por exemplo.
Mustaine - Memórias do Heavy Metal
O que encontramos nessa biografia, escrita a quatro mãos, com Joe Layden, além de belas fotos, é um retrato detalhado de toda a carreira desse incomparável guitarrista.
Dito isso, muitos podem imaginar páginas recheadas com elogios de outros craques do gênero musical, mas felizmente, Mr. Mustaine não omite ou glamoriza nenhuma passagem da sua trajetória, ou seja, toda a sua batalha contra o vício, que parecia infindável, está lá, com uma riqueza de detalhes impressionante e aterradora.
Em momento algum esconde sua personalidade autoritária, ou que Risk foi uma tentativa de um êxito comercial ainda superior ao Black Album, isso sem deixar de reconhecer as qualidades de James e Lars.
A polêmica com a música A Tout Le Monde, a polêmica saída de Nick Menza e tantas outras histórias estão lá, e isso sem dúvida lhe garantirá poucas horas de leitura, já que é difícil querer deixar pra depois o desfecho de cada um dos episódios que vão surgindo, seja os amplamente divulgados, ou aqueles que estavam envoltos em mistério até o momento.
Ganha muitos pontos positivos por fugir do lugar comum, e porque não dizer esperado, de criticar com todas as forças os integrantes do Metallica, sem se furtar entretanto, de colocar todas as suas divergências não só com a banda, como também com os outros representantes do Thrash da Bay Area, sem retoques ou eufemismos.
Muito mais do que um item de colecionador, ou livro chapa-branca, esse é o retrato definitivo do genial guitarrista, ainda relevante após três décadas, mas principalmente do Sr. David Scott Mustaine.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Eu prefiro viver mil anos a 10!
Kurt Cobain, Amy Winehouse, Bon Scott, John Bonham, Elvis Presley, Jimi Hendrix, Chorão, Jim Morisson, Sid Vicious, Janis Joplin e a lista continua.
Esse texto não tem o intuito de ser moralista, muito menos doutrinário, mas independente do estilo de música, é lamentável perceber que essas cenas se repetem, dessa vez com Champignon, pois eles estão nos deixando cada vez mais cedo, e antes de não ter nada ou pouco a ver com o meu estilo de música preferido, eles deixam familiares devastados pela perda.
Não aceito e jamais aceitarei esse comentário de que pelo menos eles viveram intensamente. Muito pelo contrário, eles viveram da maneira mais efêmera possível.
No meio disso tudo, fica a pergunta de quão recompensador e atraente é esse tal mundo da fama, em detrimento do seu bem-estar. Quantos realmente estão preparados para isso?
No meio disso tudo, fica a pergunta de quão recompensador e atraente é esse tal mundo da fama, em detrimento do seu bem-estar. Quantos realmente estão preparados para isso?
Mais uma vez, não quero julgar ou problematizar o que aconteceu, mas antes de tudo a ideia de mártires não me encanta, prefiro ser elogiado pelo que faço em vida, e o mesmo vale pra turma que citei acima, que viva teria sacudido ainda mais as estruturas.
A questão é que vendo tudo isso acontecer, seja com os artistas ou com as pessoas do cotidiano, não há como seguir adiante sem pensar o quanto o mundo está "virado", a personificação das coisas, angústias que não pedem para chegar e muito menos avisam quando vão embora.
É chegado o momento de olharmos para nós mesmos, refletirmos que tipo de vida levamos, o que nos move...pois do jeito que está não dá.
domingo, 8 de setembro de 2013
Análise - Jacinto,o Sansão do Cais Santista
O livro, de autoria do santista Sergio Williams, lançado em 2011, mistura de uma maneira muito boa momentos históricos decisivos de Santos com ficção, tornando a leitura agradável, além de fazer com que os mais jovens conheçam parte da história da cidade de maneira divertidíssima.
O mote do livro é no momento em que Pedro conhece Jacinto, que se tornaria famoso pela quantidade de sacas de café que poderia suportar, e no decorrer das 194 páginas desenvolvem uma estreita amizade, em que ao mesmo tempo que deve achar uma maneira de voltar ao nosso século, Pedro ajuda decisivamente o trabalhador espanhol a conquistar o seu feito.
No meio disso tudo, figuras como Saturnino de Britto, José Marques Pereira, Vicente de Carvalho, Galeão Carvalhal e Benedito Calixto complementam brilhantemente a história, com ótimas referências da nossa cidade nos idos do século XX.
Recomendado para todos aqueles que esperam uma boa ficção, sem abrir mão de uma historiografia precisa.
A obra pode ser encontrada na livraria Porto das Letras.
O mote do livro é no momento em que Pedro conhece Jacinto, que se tornaria famoso pela quantidade de sacas de café que poderia suportar, e no decorrer das 194 páginas desenvolvem uma estreita amizade, em que ao mesmo tempo que deve achar uma maneira de voltar ao nosso século, Pedro ajuda decisivamente o trabalhador espanhol a conquistar o seu feito.
No meio disso tudo, figuras como Saturnino de Britto, José Marques Pereira, Vicente de Carvalho, Galeão Carvalhal e Benedito Calixto complementam brilhantemente a história, com ótimas referências da nossa cidade nos idos do século XX.
Recomendado para todos aqueles que esperam uma boa ficção, sem abrir mão de uma historiografia precisa.
A obra pode ser encontrada na livraria Porto das Letras.
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