quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A Night In The Dark - Dark Saga, Reunion e Dark Witch (16/08/2014)

A noite teve início com o quinteto da Dark Saga, que voltou a apresentar material próprio, exceção feita à ótima cover de Hell Patrol.



Tudo correu muito bem, pois a banda estava bastante a vontade, tocando com garra, Stephanie fazendo tabelinhas providenciais com Deni Martins, com sua mão pesada, e Hector mais uma vez sendo o grande destaque.


Outra mudança significativa foi Derek ter assumido os vocais, pois tem presença de palco e um alcance invejável, sendo assim, as músicas ganharam uma identidade nova, já é possível dizer que determinada música tem o DNA da banda.

Em nada lembrou a banda que vi na Tribal, há alguns dias, e o público agradeceu.



Mal posso esperar pelo próximo show, pois a banda tem ótimas composições, músicos esforçados, e a evolução será natural.

Repertório:
1 - Gravediggers
2 - Faster Than a Bullet
3 - Top Of Reality
4 - Hell Patrol
5 - Lost Humanity
6 - Alcohol
7 - Die Young
8 - Behind The Mask
9 - Lessons In Life
10 - Army Of Five

Dark Saga é formada por: Derek (vocalista), Hector Basile (guitarrista), Julio Cesar (guitarrista), Stephanie Cunha (baixista) e Deni Martins (baterista).

Em seguida subiu ao palco a banda Reunion, com a proposta de interpretar os grandes clássicos do Iron Maiden e de Bruce Dickinson.

Até aí você pode pensar que não há nada de novo, mas aí é que você se engana, eles ousaram, tocando músicas raramente executadas, além de composições próprias, que mostraram que temos mais uma grande banda no cenário.




A formação teórica da maioria dos seus músicos em escolas especializadas faz toda a diferença nos arranjos, e fidelidade na hora de interpretar esses clássicos eternos.



Além disso, as participações de Eduardo Custódio (vocal do Vetor) em Hallowed Be Thy Name e Starchildren, e de Jefferson Castanheira em The Clairvoyant e Tears Of The Dragon, foram um show a parte.



Nem mesmo a gripe de Fabio Luiz comprometeu o resultado final, pois ele soube dosar sua voz.

Repertório:
1 - Aces High
2 - Flight Of Icarus
3 - The Trooper
4 - Deja Vu
5 - Wratchild
6 - The Evil That Men Do
7 - Garden Of Pain
8 - Hallowed Be Thy Name
9 - Starchildren
10 - Transylvania
11 - Walking Alone
12 - Moonchild
13 - Bring Your Daughter To The Slaughter
14 - The Clairvoyant
15 - Tears Of The Dragon
16 - Powerslave

Reunion é formada por: Fábio Luís (vocalista), Nuno Mouronho (guitarrista), Mario Baccarat (guitarrista), Ado Remolli (guitarrista), Vinicius Kexo (baixista) e André Teixeira (baterista).

Encerrando a noite, tivemos o momento mais polêmico, com a apresentação da Dark Witch.
Como já é de costume, o quarteto capitaneado por Bil Martins iniciou os trabalhos com muito peso, e os poucos, mas leais presentes, acompanhavam com bastante entusiasmo.

Eis que na terceira música são informados que deveriam encerrar o show naquele instante, e pela primeira vez vi Bil sair de si, seu semblante era indescritível.




Tempo suficiente apenas para mais uma música, sem deixar o profissionalismo de lado, e no final da curta apresentação, no ápice da ira, o também sempre sereno César, arranca furiosamente as cordas de sua guitarra.

Infelizmente essa foi uma não-apresentação.

Vamos agora aos fatos: realmente toda casa tem um horário de funcionamento, e esse erro absurdo ocorreu por falta de planejamento, e clara definição de quanto tempo as bandas deveriam tocar, com a duração exata de cada música já estipulada, intervalo entre cada banda,etc.



Por outro lado, e principalmente por ser amigo pessoal de Bil e César, e saber do trato sempre cordial que ambos cultivam, é lamentável  ver como parte dos funcionários da casa se comportaram com o ocorrido, gritando desnecessariamente, com comentários irônicos, que gerou ânimos exaltados de músicos, funcionários e público.

Felizmente, após o ocorrido, as pessoas responsáveis pela casa esclareceram os fatos, desta feita de maneira respeitosa, e o Dark Witch recuou da decisão tomada no calor do momento, e anunciada a plenos pulmões, que àquela casa não voltariam.



É bom deixar claro, que a despeito do ocorrido, a casa tem uma ótima estrutura e localização de fácil acesso, e considerando o ineditismo do evento, ele foi um sucesso.

Repertório
1 - Master Of Fate
2 - Circle Of Blood
3 - Wild Heart
4 - Aegon The Conqueror
5 - Liberty Is Death
6 - To Valhalla We Ride

Dark Witch é formada por: Bil Martins (baixista e vocalista), César Antunha (guitarrista), Musashi Coelho (guitarrista) e André Kreidel (baterista).

O público era modesto, mas fez a sua parte, assim como o Ícaro, que organizou o evento por conta própria, aprendeu com os poucos erros, mas se entregou a cada momento das apresentações, mostrando seu respeito pelo público e os músicos.



Agradeço aos leitores, aos músicos, ao público e ao camarada Márcio Tavares pelas fotos.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Ninurta, Chemical e Repulsão Explícita - Studio Rock (20/07/2014)

O show começou por volta das 19h30, e o quinteto da Ninurta foi o responsável por dar início aos trabalhos.

Casa já com um ótimo público desde o primeiro momento, som cristalino, como de costume, mas eis que surge um contratempo, o sistema de refrigeração não estava funcionando, então a banda sofreu com a alta temperatura, pois para quem não conhece o local, a banda toca numa estrutura de vidro retangular, similar a um "aquário".


Engana-se porém, quem pensa que esse pequeno imprevisto conseguiu diminuir o poder de fogo da banda, muito pelo contrário.

Não há um destaque individual, por outro lado há o que muitas bandas não conseguem, entrosamento.


Valendo-se ainda de metáforas futebolísticas, cada um sabe onde achar o outro no palco, sendo assim, não há erros.

Doom Metal muito bem feito, boas letras, instrumental redondo (cadência diretamente proporcional ao peso das músicas), e serei obrigado a me contradizer, pois Reginaldo é o motor da banda, sempre preciso e garantindo boa parte do peso da banda.


Em relação a Leandro, seus urros são ao mesmo tempo viscerais, como também melancólicos, então ele consegue instaurar esse clima mórbido no ambiente com extrema naturalidade, de maneira quase que teatral.

Lista de Músicas (Ninurta)

1 - Curse
2 - Eternity In Pain
3 - Sentence
4 - Seventh Gate (The Awakening)
5 - Landscapes Of Misery

Ninurta é formada por: Leandro Marcos (vocalista), Cleber Borges (guitarrista), Edismon Draven (guitarrista), Edmundo Borges Carvalho (baixista) e Reginaldo Tavares (baterista).


Dando continuidade, surgia o Chemical, para colocar no dicionário sua própria definição de thrash metal.

Já durante a passagem de som, chamou a atenção Alex estar sentado numa banqueta, e tão logo começaram a apresentação, ele explicou que por um problema na região lombar não poderia se movimentar como de costume.


Todas músicas são notáveis, mas Doi-Codi e Police Treatment chamaram a atenção pela atualidade dos temas.

Ninguém se importou com Alex no estilo banquinho e guitarra, já que ele estava vociferando como se não houvesse mais esperanças, e estivéssemos diante de uma hecatombe.


Tiago Visceral não tem esse sobrenome a toa, sua guitarra deve tratá-lo pelo nome, tamanha a intimidade.É uma usina de riffs e solos, que funciona sem qualquer esforço.

Correram um sério risco de mandarem vários ao hospital, pois fizeram todos "bangear" como se não houvesse amanhã.


O thrash de sempre, com pitadas de modernidade, imprescindíveis para o estilo continuar atemporal.

Lista de Músicas (Chemical)

1 - Cursed Harvest
2 - Blood Streets
3 - Worms
4 - Lake Of Flames
5 - Suicide Bullshit
6 - Mentally Insane
7 - New Dimension
8 - Doi-Codi
9 - Police Treatment
10 - Chemical Disease

Chemical é formada por: Alex Freitas (vocalista e guitarrista), Tiago Visceral (guitarrista), Corvo (baixista) e Ricardo Nutzmann (baterista).


Fechando a noite da melhor maneira possível, tivemos a Repulsão Explícita, que fez jus ao nome.

Só pelo fato de contarem com dois vocalistas, isso já despertou a curiosidade dos presentes.


Tão logo o show começou, eles já estavam com o jogo ganho de goleada, pois a artilharia contra o governo e a sociedade foi pesada.

Por se tratar de uma banda de crossover, tocam o mais rápido possível, e o peso na mesma escala.

Outra grata surpresa é por cantarem no idioma nativo, e fugirem do lugar comum nas composições, atacando como já foi dito a classe política e a sociedade, mas de uma maneira bastante crítica, também propondo soluções.


A dupla de vocalista merece um capítulo a parte, pois correm, pulam e dominam a cena, enquanto estão bradando contra tudo e todos, são incansáveis.

Nas três últimas músicas era notório o desconforto de Luiz com a alta temperatura do ambiente, e os demais integrantes iam a todo instante consultá-lo se conseguiria continuar, mas a sua bagagem pesou, e ele terminou o show sem fôlego, mas com sobra na parte técnica.

É o tipo de banda que precisa aparecer de tempos em tempos, pois é inclassificável e transita com tranquilidade pelos diversos subgêneros.

Lista de Músicas (Repulsão Explícita)

1 - Céu de Brigadeiro
2 - Não Sou Cão
3 - Pelego
4 - Nessa Vida
5 - Consenso
6 - Não Reclama
7 - Paga Pau
8 - Repulsão
9 - Alcaloide
10 - Fora
11 - Mártir
12 - Não Quero Saber
13 - Atitude e Ação
14 - Cidade Sitiada
15 - Excesso

Repulsão Explícita é formada por: Fernandez (vocalista), Osvaldo (vocalista), Ricardo Lima (guitarrista), Leão Gazzano (guitarrista), Juninho (baixista) e Luiz Carlos Louzada (baterista).

Mais uma ótima noite no Studio Rock, com o que de melhor, as bandas autorais de todos os estilos de metal podem apresentar.

Novamente parabenizo o Luiz Carlos pela iniciativa, aos músicos e ao público que tem comparecido em grande número, a cada domingo que uma nova trinca se apresenta.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Heavenly Kingdom - Nature In Fury

Hoje vou falar do trabalho mais recente dos meus conterrâneos (Cubatão/SP) do Heavenly Kingdom.

Ele foi lançado em 2013, pelo selo Heavens Music, gravado em O Beco Estúdio, com mixagem de Ivan Pellicciotti e Adair Jr, este último também responsável pela produção.

A bela arte da capa ficou a cargo de Luiz Fernando.


O disco começa a todo vapor com distorções vigorosas, um ótimo prenúncio do que estamos prestes a ouvir.

Em seguida temos The Trial, com riffs potentes, alta velocidade e urros alucinantes.Tá explicado porque funciona tão bem ao vivo.

A faixa que dá nome ao álbum mantém a brutalidade e velocidade anterior, porém com algumas quebras de andamento providenciais.Impossível não cantar a plenos pulmões Nature In Fury.

Em No Violence, Balula começa a conquistar o protagonismo, espancando seu kit com toda violência (sem o perdão do trocadilho), fazendo uma ótima dobradinha com Juninho.

Don't Blame Me, Don't Judge Me apresenta solos inspiradíssimos da dupla Vagner/Morto, além da ótima participação de Angelo Quintanilha, fazendo toda a diferença no refrão, ora agressivo, ora mais limpo.

Após ouvir as viradas venenosas de André logo nos primeiros minutos de Crossing The Waters, sinceramente não há mais o que comentar a respeito da música.

Mais uma ótima composição, e várias outras fintas de Vagner e Morto.São uma verdadeira máquina de riffs.

É impossível não ficar arrepiado com esse refrão, em que é possível sentir a aflição por mudanças, ou ainda com o início de Annunciation, recitado da maneira mais sombria possível.Melhor música do trabalho, disparada.

Tudo funciona em Destruction Of The Temple, e novamente é caso de se fazer uma tese sobre o que André está fazendo com os seus bumbos, uma verdadeira arma de destruição em massa.Prevejo pessoas perdendo a voz com o refrão certeiro "I feel my eyes,I feel my blood..."

Against All Evil tem uma velocidade estrondosa, mas fica nisso, letra pouco inspirada, melodia não empolga, um ponto fora da curva.

In The Sign Of The Cross tem novamente uma atuação inspirada da dupla Vagner/Morto, abrindo a caixa de ferramentas, despejando riffs em cima de riffs.

Retomam o fôlego em Superaction, com a participação especial de Rodrigo BV, e a dualidade heavy/thrash fica mais evidenciada, principalmente no refrão mais agudo "duelando" com os urros de Vagner.Está lançada a petição

Escaping From Hell é a faixa perfeita para fechar o trabalho, mais uma porrada certeira.

No geral, o disco funciona muito bem, pois não há uma ou outra música de destaque, todas se saem muito bem.

Outro fator positivo são as letras, que fogem dos clichês de dragões/mitologia, focando sempre o quanto a sociedade está deteriorada, mas o que podemos fazer para melhorar.Uma crítica social autêntica.

Não reinventaram a roda, mas aqui é heavy/thrash de gente grande.

Os ex-integrantes ajudaram a moldar as características da banda, mas mal posso esperar pelo próximo trabalho, com o retorno de Bil Martins, o que com certeza resultará num disco ainda mais pesado e ousado.

Lista de Músicas

1 - Intro
2 - The Trial
3 - Nature In Fury
4 - No Violence
5 - Don't Blame Me, Don't Judge Me
6 - Crossing The Waters
7 - Living Without Drugs
8 - Annunciation
9 - Destruction Of The Temple
10 - Against All Evil
11 - In The Sign Of The Cross
12 - Superaction
13 - Escaping From Hell

Os integrantes que gravaram esse trabalho foram: Vagner Mesquita (vocalista e guitarrista), Morto (guitarrista), Juninho (baixista) e André Balula (baterista).

A formação atual da banda conta com: Vagner Mesquita (vocalista e guitarrista), Bil Martins (guitarrista), Nando Rodrigues (baixista) e André Balula (baterista).

domingo, 13 de julho de 2014

Rock Party - Tribal (11/07/2014)

Aconteceu nesta sexta-feira a 1ª edição da Rock Party, que como o nome já denuncia, estava comemorando o Dia Mundial do Rock, e o aniversário do guitarrista Wanderson Barreto.

Cheguei às 22h00, peguei minha pulseira, comecei a observar o que acontecia ao redor, e o clima era de total descontração.

Meia-Noite em ponto era hora da festa começar de fato, e a escolhida foi Rock N' Roll All Night, para delírio da turma do hard rock presente ao evento, facilmente identificável pelos adornos de onça e bandanas.


Já era possível ver que o público faria a diferença, pois o salão estava lotado desde a primeira música.

Outro fator bastante positivo, foi que os músicos atendiam prontamente o chamado de Wanderson e Eduardo, os anfitriões do evento, o que possibilitou que o evento transcorresse da melhor maneira possível, uma música após a outra, sem tempo para respirar mesmo.

Ao ler a palavra "jam session" e festa numa mesma frase, você pensa que o evento foi uma completa anarquia, acordes dissonantes e desleixo dos músicos.



Nunca esteve tão errado, pois apesar da simbiose que caracteriza a cena na região, muitos desses músicos nunca tocaram juntos, mas na hora decisiva, fizeram o show da vida, como se estivessem em pleno Madison Square Garden, para um público que pagou algumas centenas de dólares para vê-los e ouvi-los.

Cometerei a injustiça de não citar a todos nominalmente, mas vamos lá:

- Dá gosto de ver Luciano e Ricardo juntos.É brutalidade nos riffs, elevada a nonagésima potência.


- Quem acompanha o blog,sabe que na postagem mais recente sobre a Dark Saga, estranhei sua postura de palco, e mantenho minha posição, mas por outro lado, tiveram uma performance surpreendente nesse evento, ou seja, Stephanie, Deni e Hector mostraram a que vieram, tomaram conta dos seus instrumentos e do palco.Tenho certeza que no próximo show, esse será o comportamento padrão do grupo.

- Tarso me confidenciou que estava mais nervoso para interpretar um clássico do Slayer, do que nos próprios shows do Carnal Desire, mas quem acompanhou Postmortm e Raining Blood sabe que ele fez do palco o quintal de sua casa.
Meu camarada, nós é que precisamos aprender muito contigo, você é uma lenda viva, não tem mais nada a provar.



- Podem me chamar de saudosista, mas também foi muito bom ver Vagner atrás daquele kit.O semblante sisudo não muda, assim como suas baquetadas precisas, viradas milimetricamente desferidas.
Detalhe que mesmo assim, ele faz isso tudo com extrema naturalidade, não se vê ao menos goas de suor escorrerem da sua testa.

- O intervalo foi o show dentro do show.Hard Rock no volume máximo e mulheres lindíssimas.

- Muito bom ver a Luciana em ação, ótima pessoa e a melhor voz feminina da região.Volte a gravar o quanto antes, temos o direito a ouvir toda a versatilidade da sua voz.

- Samantha merece uma medalha de honra ao mérito, pois desde o início estava atenta aos mínimos detalhes, seja colocando as pulseiras nos músicos e na equipe de apoio, como em registrar a festa dos melhores ângulos.Sem exageros, alguns dos seus movimentos para fotografar, só são reproduzidos em aulas de Pilates.
Com toda discrição, e fazendo o que era necessário, essa moça foi um dos pilares de sustentação do evento.


Lista de Músicas

1 - Rock N' Roll All Night
2 - Caught In A Mosh
3 - Panama
4 - Holy Wars
5 - Aerials
6- Children Of The Grave
7 - The New Order
8 - Hallowed Be Thy Name
9 - Perfect Strangers
10 - Strike Of The Beast
11 - Before I Forget
12 - Painkiller
13 - Mr. Crowley
14 - Revolution Is My Name
15 - Give Me All Your Love
16 - End Of The Heartache
17 - Heaven and Hell
18 - Power
19 - Whole Lotta Rosie
20 - Damage Inc
21 - Postmortem
22 - Raining Blood
23 - Refuse/Resist


Como já mencionei, impressionou a qualidade das músicas apresentadas, levando-se em conta que aos seus intérpretes não foi dada a chance de ensaio, assim como foi de encher os olhos, homens e mulheres de todas as idades enchendo a casa, se confraternizando sem qualquer tipo de intercorrência.

Essa foi uma ótima oportunidade para demonstrar que unidos, podemos muito, isso foi só o começo, e não teve banda A ou B em destaque no evento, mas vários músicos, que antes de representarem a região, valorizam o estilo musical, pois o heavy metal não tem dono, é dos insistentes que continuam empenhando os seus instrumentos, mesmo estando num país em que esse tipo de música sofre todo tipo de ataques do senso comum, e do público, que aceita remar contra a maré.


Você pode ter o melhor plano de marketing, um investimento sério no seu trabalho, boas músicas, mas se você não respeita o público e principalmente seus colegas de trabalho/batalha, isso aparece quando menos se espera, e eventos como esse mostram quem resistirá a prova do tempo.

Por fim, o evento foi um sucesso, agradeço mais uma vez pela oportunidade que me deram para contribuir com isso tudo, mesmo que de maneira singela, parabéns ao Eduardo e Wanderson, que bancaram a ideia, com a cara e a coragem, aos músicos que deram o suporte, ao público que compareceu, vibrou e encheu a lata, não necessariamente nessa ordem, ao Fabio pela cessão da Tribal, e todos os funcionários que fizeram a engrenagem funcionar com tanta perfeição.


O Evento em Números

- 66 Músicos Envolvidos;
- 3 Horas de Música ao Vivo;
- 730 Espectadores;
- 23 Músicas.
- 2 Idealizadores que organizaram tudo isso com suor, respeito aos envolvidos e competência.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Carnal Desire, Heavenly Kingdom e Woslom - Studio Rock Café (15/06/2014)

Essa resenha é especial, pois pela primeira vez tive total acesso às bandas, inclusive nos bastidores.

A noite estava com um clima agradabilíssimo, sendo assim, ideal para conferir um heavy de primeira.

A jornada começou com o trio do Carnal Desire, icônica por suas letras sarcásticas.


Apesar do bom humor, que envolve cada interação do vocalista Tarso, a banda em momento algum abre mão do profissionalismo, para deleite do público, que acompanhou uma apresentação cheia de peso, principalmente pelas "marretadas" de Diego.


Muito bom ver essa banda em ação, com a mistura sempre certeira de metal, hardcore e punk.


Lista de Músicas

1 - Overfuck
2 - Dark Room
3 - Efeito Hiena
4 - Noiva de Satã
5 - Zoofilia
6 - Sodoma e Gomorra
7 - Masturbação
8 - Fio Terror
9 - Edir Macedo
10 - Trinca
11 - Chupeta Zumbi - Walking Dead
12 - T-Lover
13 - Vaginoscopia
14 - Carnal
15 - Churros Assassinos
16 - Profissão Peão
17 - Cookié bom...nada!

Carnal Desire é formada por: Tarso Wierdak (vocalista e guitarrista), André Monteiro (baixista) e Diego "Lo Pombo" (baterista).


Em seguida, meus conterrâneos do Heavenly Kingdom brindaram os presentes com seu heavy/thrash extremamente técnico.

A presença de Bil na banda é fundamental, garantindo uma sonoridade bem específica a banda.Poderia citar várias músicas, mas como o camarada canta em Tears From The Sky, é de arrepiar.


Vimos um Vagner bastante cansado, ofegante a cada música, o que não comprometeu o resultado final, muito pelo contrário, já que ele conseguiu canalizar aquilo numa performance intensa, cheia de riffs marcantes, e seu tradicional timbre rasgado.


As viradas sempre precisas de André Balula são de encher os olhos, mais do que peso, ele dita o ritmo da banda.


O final foi apoético, com o cover de Sirens, fazendo todos perderem a voz de uma vez por todas.


Lista de Músicas:

1 - The Trial
2 - Annunciation
3 - Nature In Fury
4 - No Violence
5 - Tears From The Sky
6 - Sign Of The Cross
7 - Against All Evil
8 - The Exodus
9 - Sirens


Heavenly Kingdom é formada por: Vagner Mesquita (vocalista e guitarrista), Bil Martins (vocalista e guitarrista), Nando Rodrigues (baixista) e André Balula (baterista).


Encerrando a noite com maestria, tivemos o quarteto do Woslom, que justificou todo o burburinho em relação a sua música.


Outra banda com referências do thrash oitentista, os mais desavisados podem pensar, mas o que vimos foi uma apresentação com a fúria característica do estilo, aliada à um som muito limpo e técnica apurada.

Silvano "bangueia" como ninguém, assim como dá conta do recado nos riffs, além de imprimir uma pegada sempre agressiva às músicas, com seu tom de voz.


Andre segura as pontas como ninguém, além de fazer toda a diferença como "backing vocal".É o dínamo da banda.

Fernando usa suas baquetas como armas, com um peso e técnica incomuns.


Rafael merece um estudo de caso, afinal trata sua guitarra como a melhor amiga, além de ter toda a postura de um "rockstar".É missão para poucos acompanhar seus dedos percorrerem seu instrumento.

Destaque para Pray to Kill, com linhas de guitarra marcantes, refrão na medida e Time To Rise, que encerrou da melhor maneira possível o show.


Outro ponto positivo, é que assim que terminou o show, a banda confraternizou com os presentes, atendendo aos pedidos de fotos, e vendendo cd's e camisetas.


Lista de Músicas:

1 - Haunted By The Past
2 - Pray To Kill
3 - Mortal Effect
4 - Purgatory
5 - Evolustruction
6 - New Faith
7 - Breathless
8 - Beyond Inferno
9 - Time To Rise


Woslom é formada por: Silvano Aguilera (vocalista e guitarrista), Rafael Iak (guitarrista), Andre Mellado (baixista) e Fernando Oster (baterista)


Disso tudo, podemos ter a certeza que o heavy/thrash tupiniquim está em ótimas mãos, e só depende dele mesmo para ganhar as manchetes.

Novamente agradeço ao Luiz Carlos, pelo jeito amigável que me recebeu, a permissão para eu tirar as fotos de dentro do "aquário", os funcionários, aos músicos, pela garra a cada apresentação e bom trato com os fãs, e principalmente ao público, que se não estava em grande número, compareceu numa noite de domingo, aproveitando cada instante das apresentações.

sábado, 14 de junho de 2014

Tribal Free Metal Fest - Dark Saga, Usina e Odum (13/06/2014)

Mais uma edição do Tribal Free Metal Fest aconteceu, e como não poderia ser diferente, o blog estava lá, com exclusividade.

A casa recebeu um bom público, numa sexta-feira 13 enluarada, com temperatura amena.

O quinteto da Dark Saga teve a difícil tarefa de abrir o espetáculo, e entre prós e contras, cumpriram o seu papel.

As três primeiras músicas foram prejudicadas pelo som "embolado" do palco, tornando-as quase inaudíveis.


Outra coisa que ficou evidente, foi a postura "acanhada" da banda no palco, com raras interações com o público, que só se alterou nas últimas músicas.

Aí você pode se perguntar, e os prós?

A banda tem talento, é notório, apenas precisa ser lapidada, ensaiar o dobro do tempo,etc,além de encarar qualquer palco como o Madson Square Garden, porque assim as músicas, muito boas por sinal, fluirão muito melhor.



Destaque para Hector, que empunha sua guitarra sem medo, e Deni, que se não inventa a roda, dá baquetadas na medida.

Rodrigo (que tem todas as qualidades de um frontman), Stephanie e Julio Cesar mostraram nos seus momentos de protagonismo o seu melhor, isso só precisa se tornar frequente em todos os minutos do show, como já falado.



Muito interessante também, a banda não ficar no lugar comum de encher o show com covers.As composições tem qualidade, e se bem trabalhadas, funcionarão ainda melhor ao vivo.

Lista de Músicas:
1 - Gravediggers
2 - Behind a Mask
3 - Top of Reality
4 - Here I Am
5 - Indians
6 - The Wicker Man
7 - Faster Than a Bullet
8 - Lessons In Life

Dark Saga é formada por: Rodrigo Moura (vocalista), Julio Cesar (guitarrista), Hector Basile (guitarrista), Stephanie Cunha (baixista) e Deni Martins (baterista).


Minutos depois, suficiente para ir ao banheiro e beber aquele refrigerante, era hora da Usina subir ao palco, e foi com o pé na porta.

Pelo nome das músicas já se imagina o que presenciamos, mas só quem estava lá, pode de fato ouvir Rafael vociferar cada uma das músicas, como se estivemos a beira de um colapso, e a humanidade não tivesse mais salvação.



Rodas se formaram em vários momentos, e "Bloodgrinder" incitava ainda mais a plateia.Já começou o show com uma goleada, e fez questão de demonstrar que faria daquele palco o quintal de sua casa, ou porque não dizer, o seu campo de batalha particular.

Era possível ver gotas de suor escorrendo de Fábio Abreu, perfeitamente compreensível, dada a brutalidade com que espancava sua bateria.



Evandro Lau segurou muito bem as pontas, para Thalles e Raphael brindarem os presentes com palhetadas precisas e nervosas.

Fazendo uma analogia com o esporte, a banda comporta-se como o Mike Tyson em seus tempos áureos, em poucos minutos massacra os adversários, e foi assim que a plateia se sentiu, sem tempo pra retomar o fôlego a cada pedrada.



Outro ponto bastante positivo são as composições em português, misturando sarcasmo e crítica social na medida certa.

Lista de Músicas:
1 - Pá
2 - Demônios
3 - Sistema
4 - Crimes de Guerra
5 - Cadeia
6 - Inferno e Caos
7 - Belzeblues
8 - Fé Capitalista
9 - Meretriz
10 - Usineiro Louco

Usina é formada por: Rafael "Bloodgrinder" (vocalista), Thalles Mitras (guitarrista), Raphael Mendonça (guitarrista), Evandro Lau (baixista) e Fábio Abreu (baterista).

O escolhido para fechar brilhantemente esta noite, foi a banda Odum.

Os momentos que precederam a entrada da banda no palco foram marcados por expectativa, já que Gus Conde apareceu com um kit monstruoso de bateria, e pela estrutura da casa, talvez o som não fosse aproveitado na sua totalidade.



Resolvidos pequenos problemas técnicos, a banda subiu ao palco, para mostrar o motivo de tanta repercussão a respeito do seu trabalho.

Bio Silva é um vocalista de primeira grandeza, domina o palco como poucos, e sabe direcionar sua ira na medida certa, em cada uma das músicas.



Tadeu e Kyle são guitarristas primorosos, muito pesados e técnicos, não erram uma, e tocam com uma naturalidade impressionante.

Pedro é muito seguro no que faz, sendo um dos responsáveis pela sonoridade singular da banda.



Gus Conde é um capítulo a parte.É quase impossível acompanhar o movimento de suas mãos, e as quebras de ritmo dentro de uma mesma música impressionam.

A plateia ficou extasiada, e tantas outras rodas se formaram.

Usando outra metáfora esportiva, nesse time não tem carregador de piano, são todos camisas 10.Exemplo de profissionalismo e entrega no palco.

Lista de Músicas:
1 - Chapter IV
2 -
3 - New Earth
4 -
5 - Forever
6 - My Skin
7 - Inner Sense
8 - Nothing

Odum é formada por: Bio Silva (vocalista), Tadeu Neto (guitarrista), Kyle Fernandes (guitarrista), Pedro Castro (baixista) e Gus Conde (baterista).

Agradeço aos músicos, ao público presente, ao Fabio e todos os profissionais da casa,e é gratificante ver que se o público não aumenta exponencialmente, ele se solidifica.

Outra coisa que merece destaque é ver como há uma safra de qualidade na região, em várias das vertentes do metal, ao contrário do que diz o senso comum, de que iremos cair no ostracismo inevitavelmente.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Tribal Free Metal Fest (11/04/2014)

Uma agradável noite de sexta-feira a noite, com quatro bandas de primeira e entrada franca, aonde mais o blog poderia estar?

Lógico que fomos até a Tribal fazer a cobertura de mais um evento, e pode botar exclusivo no rodapé da página.kkkkk.

Por volta de 00h40, o Dark Witch deu início aos trabalhos, com o seu heavy metal de primeira grandeza.


Abriram o show em alta velocidade com Master of Fate e seu refrão poderoso e de fácil assimilação, que ao vivo funciona muito bem.

Com Wild Heart, podemos ter noção do alcance vocal e tudo o que Bill Martins é capaz de fazer com sua voz, além do solo monstruoso de guitarra.


Firestorm, o grande hino da banda, foi cantada a plenos pulmões pelos presentes, com o auxílio de Wanderson Barreto vocalista e guitarrista de outra banda da cidade, a Rygel.

Cesar Antunha chama toda a atenção para si, esqueça aquela pessoal afável, sempre disposta a uma boa conversa, pois no palco ele encarna a persona do autêntico rockstar, com solos intrincados, caras e bocas e o movimento característico de Pete Townshend, girando o braço a cada palhetada certeira.


Apesar de mais discreto no palco, Musashi é muito seguro em cada riff, e André não erra uma, ditando perfeitamente o ritmo dessa locomotiva metálica.

Encerram o show de maneira apoteótica com To Valhalla We Ride, outra feita sob medida para o público cantar com a banda até o fôlego acabar.

O Dark Witch é formado por Bill Martins (baixista/vocalista), Cesar Antunha (guitarrista), Musashi Coelho (guitarrista) e André Kreidel (baterista).


Lista de Músicas Dark Witch

1 - Master Of Fate

2 - Circle Of Blood

3 - Wild Heart

4 - Liberty Is Death

5 - Aegon, The Conqueror

6 - Firestorm

7 - Siegfried

8 - To Vahalla We Ride


A Phoyce subiu ao palco com a difícil tarefa de manter a atenção dos presentes, após a apresentação eletrizante do Dark Witch.

Impressionaram o público, não só pelas músicas em português, bem interessantes, como pela postura agressiva no palco, mas nem só de pontos positivos foi marcada a apresentação do trio.

Como já mencionei, assim que os primeiros acordes de "O corre" soaram, foi como um soco no estômago, tendo em vista a postura da banda no palco, condizentes com as canções diretas, típicas de um punk bem executado, sem deixar de lado um instrumental muito bem feito.


Tudo muito bem, tudo muito bom, a plateia na mão, algumas rodas já se formavam, até que na quarta música as cordas da guitarra de Phábiño se quebram, e além de encurtarem o show, eles continuam só com voz, baixo e bateria, o que reduziu demais seu poder de fogo.

Independente do acontecido, não se deixam abater, e encerram com Cachê, precedida de uma fala bastante provocativa de Phábiño, sobre bandas que se submetem a situações inglórias por dinheiro.


Phábiño é um frontman nato, incita a plateia e faz muito bem o seu papel, sem sobressaltos. Joyce tem pouco contato com o público, mas tem uma presença de palco absurda, além da total intimidade com seu instrumento e Lucas dita muito bem o ritmo do trio.

Em resumo é isso, um trio competente, que ainda tem muito a mostrar, assim que forem lapidados e contarem com um apoio mais efetivo, para não se repetirem casos como o dessa noite.


O mais importante é que tem a ferocidade que deveria ser inerente a qualquer banda do estilo.Um cruzado bem dado naqueles que acham que não é possível fazer rock, qualquer que seja a sua vertente, em português, com qualidade. 

A Phoyce é formada por Phábiño (vocalista/guitarrista), Joyce Iglesias (baixista) e Lucas Remane (baterista).


Lista de Músicas A Phoyce

1 - O corre

2 - Carcará

3 - Vermes fdp

4 - Espelhos da sua opinião

5 - A Phoyce

6 - Cachê


O quarteto do Heavenly Kingdom, da minha terra natal, Cubatão, inicia o show com The Trial, já mostrando a que vieram, com um peso e técnica incomuns.

Dentre outras, destaque para Tears From The Sky com riffs muito bem trabalhados e Vagner Mesquita cantando demais, seja com a voz mais limpa, ou quando deve atingir as notas mais altas, além dos solos que são um verdadeiro nocaute.Refrão na medida, impossível não berrar "tears are falling from the skyyyyyy!"


Mesmo com Bill Martins assumindo temporariamente uma das guitarras e Rodrigo Balula o baixo, o quarteto funcionou muito bem ao vivo, com um thrash de gente grande, com um instrumental caprichado e letras interessantíssimas.

Encerram o show com um clássico atemporal, uma dobradinha eletrizante de Vagner e Bill em Sirens, que apenas complementou uma performance irretocável.


Assim como no caso do Vetor, é bom ver que o thrash deu o próximo passo sem perder a sua essência, já que os solos são mais trabalhados, há mais quebras inesperadas numa mesma música, assim como diferentes linhas vocais.

O Heavenly Kingdom é formado por Vagner "Fifo" Mesquita (vocalista/guitarrista), Bill Martins(guitarrista) *Fernando Rodrigues (baixista) e  André Balula(baterista)



* Por questões de agenda profissional, nesse show Rodrigo Balula assumiu o baixo da banda.


Lista de Músicas Heavenly Kingdom

1 - The Trial

2 - Annunciation 

3- Nature In Fury

4 - No Violence

5 - Tears From The Sky

6 - Sign Of The Cross

7 - Against All Evil

8 - The Exodus

9 - Sirens (Savatage)


Sempre vale a pena falar do Vetor, pois tem um pé fincado no thrash tradicional, mas o outro em diversas outras vertentes do chamado metal moderno, mas moderno entenda-se por "parrudo", cheio de personalidade, mudanças de andamento numa mesma música, etc.


A passagem de som demorou mais do que o esperado, e pude ver um Luiz Meles bastante nervoso, pois o seu baixo estava inaudível.

Instantes depois, com o problema já solucionado era a hora de coroar uma noite que já estava ganha.

Será cair no lugar comum descrever cada música, só o que posso dizer é que mais uma vez o show foi brutal.



Mesmo as músicas do álbum vindouro, Chaos Before The End, foram muito bem recebidas pelo público, que espera com ansiedade seu lançamento.

Quem acompanha a banda há um certo tempo, sabe do seu peso, seja em estúdio ou ao vivo, mas a entrada de Ricardo Lima ao grupo tem tudo para se mostrar um divisor de águas, já que as composições ganharam tanto em peso quanto em técnica, já que apesar de sua discrição no palco, o cara toca demais, não erra uma nota e seu dedilhado pesa uma tonelada.


A dupla Meles/Palmieri é uma das melhores do metal da Baixada, o primeiro com seu dedilhado preciso e a habilidade de se agigantar no palco, a despeito do seu tamanho, e o segundo com suas marretadas igualmente precisas e violentas, garantem o som único do quinteto, uma verdadeira carnificina metálica.

Encerrando uma noite de celebração ao estilo, nada melhor do que a faixa que dá nome à banda, que já se tornou um clássico, e nessa hora Luciano Gavioli decidiu ser recebido de braços abertos pelo público, ou algo parecido com isso, já que desceu do palco para destilar seus riffs certeiros bem no meio da roda que só crescia a cada música.


Parecerá um exagero o que direi, mas se temos motivos pra falar com tanto respeito da Bay Area, eventos como esse mostram que a "Harbor Area" em breve estará nos holofotes, graças a garra e profissionalismo dessas e de outras bandas da região.

O Vetor é formado por Eduardo Jr.(vocalista), Luciano Gavioli (guitarrista), Ricardo Lima (guitarrista), Luiz Meles (baixista) e Afonso Palmieri (baterista).


Lista de Músicas Vetor

1 - Religious Falsehood

2 - Strike Command

3 - In The Sound Of The Wind

4 - The Sword

5 - Ten Thousand Strong (Iced Earth)

6 - My Torment

7 - Chaos Before The End

8 - Vetor

Mais uma vez parabéns à organização do evento, pelo bom espaço cedido, som e ventilação adequados, e antes de tudo, respeito ao público e aos músicos.