domingo, 30 de junho de 2013

Titãs - Capital Disco (28/06/2013)

  Casa com um ótimo público, e à 00h55 o Titãs sobe ao palco, iniciando com Cabeça Dinossauro, o que já era esperado pela banda estar tocando o álbum na íntegra, em comemoração às três décadas de carreira.

  Desde o primeiro momento, a qualidade de som, iluminação e palco deram o que falar.

  Voltando ao show, AA UU não deixou o pique cair e estava na hora da minha preferida da banda, Igreja, o que mostra o quanto a sonoridade e principalmente as letras da banda são atemporais e sua intertextualidade  com fatos atuais.



  Numa clara provocação, visto as recentes manifestações, assim que os primeiros riffs de Polícia foram tocados, Tony Bellotto cobre parte do seu rosto com a bandana.

  Mesmo que não sejam tão conhecidas daqueles que não são fãs aficcionados da banda, Estado Violência e a Face do Destruidor são muito bem recebidas, assim como a ótima Porrada, que é um bom momento para dizermos a importância de Sérgio Britto na atual fase da banda, mas é com a próxima, Tô Cansado, que a banda chega ao ápice da apresentação, com ótima interpretação de Branco Mello e riffs fantásticos de Tony Bellotto.



  Com Bichos Escrotos, o público canta a plenos pulmões cada verso, assim como Família, que abrandou toda a adrenalina e Homem Primata dispensa qualquer explicação.

  As menos conhecidas Dívidas e O Quê fecham a primeira parte da apresentação com a plateia já ganha, mas vários outros clássicos ainda viriam.

  Cinco minutos depois, voltam com Aluga-se, Diversão, Vossa Excelência, que por motivos óbvios é cantada com toda empolgação e a Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana.



  O Pulso foi uma das mais festejadas da noite, com o público além de cantá-la, abrindo e fechando as mãos.

  Sérgio Britto anuncia que farão uma série de apresentações no SESC Pompéia, apresentando dez canções do vindouro álbum, e que tocariam uma aquela noite, Fala Renata, que esfriou o ânimo dos presentes e deixa bastante a desejar na opinião desse blogueiro.

  Lugar Nenhum chega com tudo, e Flores merece um comentário a parte, já que Branco Mello teve uma interpretação bem desinteressada, destoando de toda a apresentação.



  Com Marvin se despedem, mas todos sabiam que ainda tinha mais, e voltam atendendo aos pedidos do público que já entoava os primeiros versos de Sonífera Ilha.

  É impossível não lembrar do saudoso Betinho, a Ação da Cidadania e o que aquilo representou no país, em meados de 90, assim que os primeiros riffs de comida ecoam na casa, fechando de forma triunfal a apresentação.


Lista de Músicas

1 - Cabeça Dinossauro
2 - AA UU
3 - Igreja
4 - Polícia
5 - Estado Violência
6 - A Face do Destruidor
7 - Porrada
8 - Tô Cansado
9 - Bichos Escrotos
10 - Família
11 - Homem Primata
12 - Dívidas
13 - O Quê
14 - Aluga-se
15 - Diversão
16 - Vossa Excelência
17 - A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana
18 - O Pulso
19 - Fala, Renata
20 - Lugar Nenhum
21 - Flores
22 - Marvin
23 - Sonífera Ilha
24 - Comida

sábado, 22 de junho de 2013

Leia alguns livros de história, só então vá para a rua.

Antes de começar esse "post", quero lembra-los que esse é um blog de esquerda, e como tal, temos lado, afinal como me disse um amigo jornalista e advogado, apenas uma cadeira é imparcial.

Pois bem, não poderia deixar de falar sobre as mais recentes manifestações.


1) Esse é um protesto da burguesia.

  Ora, isso é um fato, não deve ser encarado como uma crítica. Desde o tempo da luta armada, ao movimento pelas Diretas e impeachment de Fernando Collor, a classe média estava diante desses protestos, e não a classe D ou E. O que se pode questionar é se a classe média de outrora era mais politizada ou progressista do que a de hoje.


2) Impeachment da Presidenta.

  Dentre as inúmeras fotos que circulam nas redes sociais, está uma com a seguinte frase: "Dilma, tire-os, ou nós a tiramos, e ao lado de outros parlamentares está o presidente do Senado, Renan Calheiros.

  Antes de qualquer coisa, qualquer um dos citados foi eleito com uma quantidade considerável de votos, logo, a questão não é tirá-los, mas antes disso, não colocá-los, pois aos eleitores dos parlamentares na foto, se aos olhos de vocês eles são criminosos, vocês não são vítimas, mas cúmplices.

  Além disso, no atual Estado Democrático de Direito, Presidente algum tem a prerrogativa de "tirar" um parlamentar eleito, isso felizmente ficou no passado com os Atos Institucionais, principalmente o 1°, o 2° e o 5°.

  No caso específico do Presidente do Senado, sugiro a leitura do regimento interno da casa aqui, especialmente o artigo 32, que trata justamente da perda de mandato de um Senador.


3) Governo Perplexo.

  Há quem diga que o Governo está "provando do próprio veneno" com as recentes manifestações.Sem dúvida, as tais manifestações surpreenderam a todos, mas dizer que um governo comandado por um partido que se notabilizou justamente pelas greves e protestos está sem reação diante do acontecido é no mínimo ingenuidade.

  De lição, fica que o governo deve aprofundar o diálogo com os movimentos sociais e entidades representativas da sociedade civil, pois são eles que fazem o país caminhar, não os palpites sem quaisquer fundamentos dos "especialistas políticos" subordinados aos mesmos donos desse oligopólio midiático.

  Sim, esse é um pedido, Presidenta, coloque a UNE,UBES,MST, demais centrais sindicais e movimentos sociais na mesa, eles são parte fundamental do nosso exitoso projeto e assim deve continuar.


4) Festa "PARTICULAR" da Democracia.

  As manifestações tiveram início devido às demandas colocadas pelo Movimento Passe Livre, grupo apartidário, criado no decorrer do Fórum Social Mundial em 2005, definindo-se como apartidário.

  Com o início dessas manifestações, uma das palavras de ordem foi "sem partido". É realmente discutível a qualidade dos nossos representantes, mas antes de qualquer coisa não podemos generalizar, e se eles estão lá, a qualidade do nosso voto também é discutível.

  Além disso, é um tremendo contrassenso impedir a participação de partidos e movimentos sociais, que no auge de governos ditatoriais ou mesmo democrático-conservadores-repressivos estavam lá nas ruas, levantando bandeiras caras a toda a sociedade, enquanto você estava num "sono profundo", ou simplesmente achava que isso era coisa da "esquerda radical".

  Logo, você que os considera intrusos, na verdade mal sabe que eles trilharam o caminho das pedras, para você ir à rua.


5) Contra Todos e Contra Ninguém.

  Pelo caráter apartidário e não antipartidário, que fique claro, o que começou pela luta na redução da passagem de ônibus, levou à várias outras insatisfações, como a saúde, educação, gastos com os grandes eventos, em destaque a Copa do Mundo,etc,etc,etc, o que no final culminou com a invasão de grupos de extrema-direita, bradando pela redução da maioridade penal e volta do regime ditatorial.

  Conclui-se que é fundamental a definição de uma pauta, para todos poderem ter noção do quanto falta para determinado objetivo ser alcançado.

  Por fim, é fundamental que a reforma política seja colocada em pauta, uma vez que não há saída possível sem partidos políticos.


6) Quem pariu Matheus...

  Pelo fato dos prefeitos e governadores serem responsáveis pelas regras das licitações que concedem à iniciativa privada o direito de explorar (no sentido mais danoso da palavra) o transporte público, é mais do que compreensível que eles sejam os principais alvos dos manifestantes, mas há que se abrir um parênteses e se questionar porque até o momento os manifestantes não fizeram nenhum ato diante da sede dessas empresas.

  Não compreender a carga ideológica que é contestar o detentor do poder econômico é incorrer num erro gravíssimo, deixando de lado alguém que tem muita responsabilidade na situação calamitosa do transporte público.

  Por fim, as manifestações pecam em refutar o senso comum, uma vez que as empresas responsáveis pelo transporte público são privadas, e não tem o mínimo de eficiência, tampouco de transparência, logo, a redução por si só não tem efeito nenhum, enquanto as contas dessas empresas não forem abertas, mas isso é contestar os grandes detentores do capital, e a imprensa que você ingenuamente crê que está ao seu lado, assim como alguns artistas jamais defenderão.


7) Trem da História.

  Em momento algum tentei colocar a legitimidade dos protestos em xeque, mas há que se considerar porque elas não se iniciaram assim que a candidatura do país foi colocada para toda a imprensa.

  A decisão de se manifestar agora é estratégica, já que toda a imprensa nacional e internacional está com grande equipe de jornalistas cobrindo o evento, assim sendo, não correriam o risco de serem ignorados, mas agora com tantos interesses econômicos, dificilmente esse ou os demais eventos já agendados serão transferidos para outro país.

sábado, 1 de junho de 2013

André Matos - Fênix (31/05/2013)

Cheguei à casa de shows por volta de 21h40 e tivemos nossa entrada liberada às 22h20.

Esse foi o único porém da noite, já que é sabido que 22h00 é considerado cedo para uma casa de shows apresentar sua atração principal, mas que tivessem deixado claro no ingresso, abertura da casa: 22h00, para evitar uma espera desnecessária, mas apesar disso,ou justamente por causa disso, fiquei na grade, o que me possibilitou registrar o evento em fotos.



O show teve início às 00h30, com uma música do novo trabalho, Liberty, que mostrou funcionar muito bem ao vivo.

Em seguida vem I Will Return, também muito bem recebida, e todos cantando o refrão a plenos pulmões.

Course Of Life chegou para alegrar de vez o blogueiro, que a considera a melhor do novo trabalho, e a partir desse momento, com o prato principal ainda sendo preparado, não tenha dúvida de que o jogo já estava ganho.



Detalhe para o desfecho da canção, com Rodrigo Silveira quase destruindo seu kit, tamanha brutalidade e técnica. Isso porque ele estava adoentado...

Rio foi mais um dos momentos da noite em que a plateia sobrepôs a voz de André Matos.

André Matos aproveita para agradecer à plateia e explicar que o show será diferente em relação ao que foi apresentado recentemente em São Paulo, e que o atraso seria compensado no palco, pois segundo ele, uma vez que os deixaram subir, seria difícil tirá-los de lá.

Posso ser massacrado por alguns, mas The Turn Of The Lights foi o momento que menos gostei da noite, apesar da música ganhar muito mais peso ao vivo, simplesmente a música não me agrada tanto, sei lá, acho que falta algo.

Hora do primeiro clássico da noite, com letras maiúsculas, por assim dizer. Estou falando de Lisbon, que apesar do ritmo mais cadenciado, graças à André Hernandes, que por pouco não roubou a cena do protagonista, ganhou um peso absurdo. Impossível não entoar "skies are falling down..." o mais alto possível.

Momento pra refrescar os ânimos com Fairy Tale, responsável pelo ápice dos gritos histéricos da ala feminina.



Stop! conseguiu cumprir sua função, já que todos ficaram estáticos no refrão(não consegui segurar o trocadilho), com o alcance vocal ainda inabalável de André Matos. Em pouco tempo se tornará um clássico, podem me cobrar depois.

Enquanto o trio vai tomar uma água, Rodrigo Silveira mostra todos os seus recursos num solo muito bem executado.

Voltam com On Your Own, que apesar de ter se mostrado bem mais interessante ao vivo destoou das demais.

Aos primeiros acordes da próxima música a plateia entrou em êxtase, pois muitos, como esse blogueiro, ouviriam Living For The Night pela primeira vez.

Interpretação primorosa, entremeada pela apresentação da banda e a promessa de retorno em dez minutos, para um dos momentos mais aguardados da noite.

Rigorosamente à 01h50 os presentes não conseguem conter a emoção ao ouvir Unfinished Allegro e com Carry On mal se ouve a voz de André Matos, não por não conseguir mais alcançar certas notas, muito pelo contrário, mas pela empolgação do público.



Independente se você já ia a shows na época do lançamento desse divisor de águas do metal nacional, ou era apenas uma criança, como esse que vos escreve, chega a ser desnecessário citar cada uma dessas músicas, mas cairei em contradição, porque algumas foram definitivamente um capítulo a parte.

Stand Away pode até não figurar como um dos clássicos da banda, mas o que André Matos cantou nessa música é algo que não pode ser explicado aqui pelo maior jornalista desse país, que dirá por esse blogueiro.

Por mais que todos ali fossem fãs de primeiro escalão, Wuthering Heights causava certa apreensão, mas mostrando mais uma vez o quanto sua voz se conservou, foi outra que teve uma interpretação impecável.

Daí em diante, foi um final apoteótico, com Streets Of Tomorrow (minha preferida do álbum) e Evil Warning.

Com Lasting Child ecoando pela casa só nos restou a sensação de que presenciamos um momento histórico, digno de se contar aos amigos, futuramente aos netos, e por aí vai.

Parece que citei apenas brevemente as músicas, mas os responsáveis por essas preciosidades merecem vários parágrafos.

Começando por André Matos, os cabelos brancos já não escondem os 41 anos, mas ao contrário do que acontece com os grandes cantores do estilo, sua voz continua inabalada e assim como Neymar nasceu para o futebol, ele nasceu para o palco, já que além de fazer o que bem entende com a sua voz, sem errar uma nota ou titubear nas canções mais difíceis tem um domínio completo do palco, já que desde o figurino até os trejeitos, a interação com a plateia, enfim, todo o mise-èn-cene é irretocável, um show a parte.

A técnica e segurança de Hugo Mariutti enchem os olhos e demonstra porque ele aparece dentre os indicados a melhor guitarrista do país anualmente.

O que André Hernandes, ou Zaza, toca é digno de estudo. Guitarrista extremamente técnico e inventivo, merece muito mais atenção do público e da crítica especializada.

Bruno Ladislau tem uma ótima presença de palco e total domínio do seu baixo. Presença fundamental na banda.

Rodrigo Silveira, apesar de como já dito por aqui, não estar em 100% da forma, por ter contraído a gripe H1N1, tocou com toda disposição possível e técnica invejável.

Faço questão de parabenizar o Pepinho pela iniciativa, ao público, aos músicos e principalmente aos funcionários da casa, que mesmo habituados com um público de outros estilos musicais nos trataram com extremo profissionalismo e cortesia, dada a nossa ansiedade em entrar na casa.

Obs.: É recomendável colocar mais de um funcionário para controlar o acesso do público. Além disso, o espaço é amplo e ótimo para shows desse porte, mas deve-se investir num sistema de ventilação, pois independente da quantidade de pessoas na casa, o ar não circula, deixando o ambiente muito abafado.


Lista de Músicas

1 - Liberty
2 - I Will Return
3 - Course Of Life
4 - Rio
5 - The Turn Of The Lights
6 - Lisbon
7 - Fairy Tale
8 - Stop!
9 - Solo de Bateria
10 - On Your Own
11 - Living For The Night
12 - Unfinished Allegro
13 - Carry On
14 - Time
15 - Angels Cry
16 - Stand Away
17 - Never Understand
18 - Solo de Guitarra
19 - Wuthering Heights
20 - Streets Of Tomorrow
21 - Evil Warning
22 - Lasting Child

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Lothlöryen - Unfinished Fairytale

Essa semana foi disponibilizado na página de sua nova gravadora (para o mercado europeu), a PowerProg, o EP Unfinished Fairytale, que é uma ótima oportunidade de imaginar o que vem por aí, com a regravação do segundo álbum do grupo, Some Ways Back No More, dessa vez na voz de seu atual vocalista, Daniel Felipe, já que conta com duas faixas desse CD.

A abertura do trabalho fica por conta da sua faixa-título, que começa numa levada bem tranquila, com um coro impressionante, e daí em diante fica explícita a clara influência do Blind Guardian, com os backing vocals servindo como um ótimo contraponto ao vocal sempre surpreendente e quase rasgado de Daniel Felipe.

Tem mais de onze minutos, o que não a torna maçante, tamanha a versatilidade dos músicos, sobrando espaço inclusive para guturais.

Ótima composição, presença certeira dos teclados e a dupla Leko e Tim contribuindo com ótimos riffs.Tem tudo para se tornar um clássico, pois tem todos os elementos que prendem a atenção da plateia ao vivo.


Em seguida, temos White Lies, também do segundo trabalho da banda, serve para acalmar os ânimos, e apesar do andamento mais cadenciado, engana-se quem pensa que ela é a típica balada. Destacam-se novamente aqui os vocais de Daniel Felipe, o violão sempre bem colocado, e mais um refrão daqueles para ganhar a plateia em questão de segundos.

Fechando com chave de ouro temos Facing Your Insanity, do mais recente álbum do grupo, Raving Soul Society, já pertencente a essa nova fase do sexteto, em que várias influências são evidentes ao mesmo tempo, incluindo com precisão cirúrgica trechos de ritmos brasileiros.Destaque principalmente às baquetadas de Marcelo Benelli, o cara não erra uma, e novamente tenho que citar a dupla Leko e Tim, seus riffs ainda ficarão para posteridade, anotem e me cobrem, acompanhados pelo seguro Marshall.

Principalmente em EP's ou Demos, não acho justo levarmos em conta capas e coisas do tipo, mas a arte desse trabalho, que ficou a cargo de Marcus Lorenzet, não pode passar despercebida, o que mostra a atenção do grupo aos mínimos detalhes.

Folk,Power?

Pouco importa, apenas preste atenção nesses caras que você ouvirá esses elementos e tantos outros.O metal tupiniquim nunca esteve tão inventivo, profissional e preparado.

Enfim, confiram esse aperitivo, comprem o ótimo Raving Souls Society, que custa R$ 19,90, então a desculpa do preço não tem espaço aqui, e comemore porque alguns caminhos sempre voltam, logo poderemos conferir Some Ways Back No More ainda esse ano.

Atualmente o Lothlöryen conta com Daniel Felipe (vocalista), Leko Soares e Tim Alan Wagner (guitarristas), Marshall Godde (baterista), Marcelo Benelli (baixista) e Leo Godde (tecladista).


Lista de Músicas:

1 - Unfinished Fairytale
2 - White Lies
3 - Face Your Insanity

sábado, 30 de março de 2013

Headbanger Jam Fest - Fenix Coffee (29/03/2013)

Aconteceu nessa sexta-feira a primeira edição do Headbanger Jam Fest,em Santos.

Só a sua realização em si já era algo a ser comemorado, tendo em vista os imprevistos que o cercaram, como a demora(injustificada,diga-se de passagem) na obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), e colocaram em risco a realização do evento.



Cheguei à casa de shows por volta de 21h30, por isso não acompanhei as três primeiras músicas, mas o que realmente me chamou a atenção foi a presença do público e a atmosfera bacana do ambiente.

É dispensável citar uma ou outra música, porque o que fez a diferença foi justamente o espírito de equipe, mas não posso deixar de citar os inúmeros pontos positivos,como a técnica apuradíssima de Luiz Oliveira,a satisfação em rever Binho "Harris" e André Ricardo (ótimos shows com a banda Invaders, no saudoso Praia Sport Bar), ganhar uma palheta do talentoso e carismático Wanderson Barreto, totalmente solto com a guitarra em punho(ou soltando a voz em Domination), e comandando tudo com mão de ferro dos bastidores, Bil Martins se desdobrando em várias funções (baixo,bateria,vocal), inclusive em algumas músicas que sua participação não estava prevista, para o show poder continuar a todo vapor.



Além disso, a boa presença feminina seja no concurso musa headbanger, no palco, ou ainda entre os espectadores é algo notável.

Os quesitos produção e organização merecem um capítulo a parte, já que apesar de se tratar de uma jam, ou seja, nada de ensaio, tudo transcorreu na mais perfeita normalidade, pois a qualquer indício de que um ou outro músico não estavam presentes naquele momento, Wanderson dizia para passar a outra música, pois o show tinha que continuar (não consegui evitar o trocadilho), e com isso o horário foi seguido a risca.



Enquanto isso, Eduardo dava o tom do evento, convocando os músicos e demonstrando uma ótima interação com a plateia.

No meio disso tudo, ainda tivemos o concurso musa headbanger, em que várias candidatas abrilhantaram ainda mais o evento, ao som de Girls,Girls,Girls.



Podia falar da verdadeira aula de Luiz Oliveira, de todo misancene durante Metal Warriors, o alcance vocal de Andre Ricardo, a presença de palco de Luciana, a técnica de Adilson, o backing vocal de Luciano Gavioli, a entrega de Diego Nogueira, a brutalidade de Roberto, os urros de Fábio Rezende, mas o que realmente importa,além dos fãs, foi a sensação de dever cumprido estampada no rosto de Wanderson e Eduardo.

Enfim, foi uma celebração ao bom e atemporal heavy metal, e todas suas vertentes.



Parabéns ao Eduardo e ao Wanderson, pela organização e produção impecáveis, os demais músicos pela entrega demonstrada a cada instante, mas principalmente ao público, que compareceu em ótimo número, mostrando que jamais nos conformaremos em sermos colocados à margem.

Obs.1: Sim, esse relato foi bem menos detalhado do que de costume, mas o fiz ainda com a empolgação do momento, sabendo que isso mais cedo ou mais tarde se tornará um marco-histórico no heavy metal da região.

Obs.2: O público estimado foi de 600 pessoas, e os organizadores em breve divulgarão todo o balanço do evento.

Obs.3: Durante todo o evento, ressaltou-se a importância de acompanharmos os trabalhos autorais daqueles músicos, mais de 60 envolvidos, integrantes de bandas como Rygel, Vetor, Hellish War, Predatory, Blastrash, Hugin Munin, Opus Tenebrae, Infector, Carnal Desire, Cidadão Blindado, Dark Saga, Anthares, Intrisicum.



Lista de Músicas

1 - The Hellion/Electric Eye
2 - Wasted Years
3 - Valhalla
4 - Man In The Box
5 - Highway Star
6 - Balls To The Wall
7 - Tornado Of Souls
8 - Ressurection
9 - Metal Warriors
10 - Don't Talk To Strangers
11 - Crazy Train
12 - Paradise City
13 - Rebellion
14 - Ace Of Spades
15 - Sabbath Bloody Sabbath
16 - Nailed To The Gun
17 - Girls,Girls,Girls
18 - Piranha
19 - As I Am
20 - Antisocial
21 - I Want Out
22 - Burning Times
23 - Thrash Till Death
24 - Fool For Your Loving
25 - Nemesis
26 - Big City Nights
27 - The Pursuit Of Vikings
28 - The Tower
29 - Slave New World
30 - Stricken
31 - Dirty Deeds
32 - Love Gun
33 - Violent Revolution
34 - Seek And Destroy
35 - Domination
36 - Raining Blood

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Riffs da Semana - 27 de Janeiro à 01 de Fevereiro

Reestruturação no Rygel.

Num relato emocionado, o guitarrista Anibal Pontes anunciou sua decisão de deixar a banda, após sete anos.

Dentre outras coisas, disse o seguinte:

"Ao longo destes 7 anos cresci muito como pessoa e musicalmente do lado destes caras, tive o privilégio de tocar com monstros !! haha mas agora preciso seguir por outros caminhos, estarei longe porem sempre junto a eles.

Vale salientar que continuo apoiando a Rygel em tudo!!! sempre serão minha família, não temos nenhum problema musical ou pessoal, e que não vou parar de fazer musica enquanto eu respirar, aguardem!!! ; )".

Obs.: O blog lamenta a decisão não só do excelente músico, como do amigo, mas respeita a decisão do guitarrista, e tem a certeza de que nada é irreversível ao decorrer dos anos, e que tanto a banda quanto o músico só se tornarão ainda mais relevantes daqui em diante.


Satyricon na labuta.

Os icônicos representantes do black metal norueguês, o Satyricon, anunciou que entrará em estúdio para gravar material inédito em Fevereiro, com previsão de lançamento para Setembro.

Apesar disso, seus conterrâneos poderão conferir parte do novo material já em Março, no Inferno Festival.


Clipe Novo do Almah a Caminho.

Como já noticiado aqui no blog, a música Living And Drifting, do aclamado "Motion", terceiro álbum da banda, virará clipe.

A novidade é que agora já há uma data de lançamento, no último dia do mês, às 22 horas, no canal oficial da banda no Youtube.


The Who no Combate ao Câncer.

Roger Daltrey e Pete Townshend anunciaram recentemente que farão uma apresentação dia 28 de Fevereiro, no lendário Madison Square Garden, para destinar fundos à duas instituições de tratamento à doença, a "Teen Cancer America" e a "Memorial Sloan-Kettering Cancer Center".
Para esses shows, contarão com a presença de Elvis Costello e a banda The Imposters.


Os Ídolos do Adrenaline Mob.

Quase um ano após o lançamento do bem-sucedido "Omertá", a banda liderada por Mike Portnoy decide fazer um álbum só com covers, intitulado "Covertá".

Black Sabbath, Led Zeppelin, Rainbow e Van Halen estão entre as bandas homenageadas.

O trabalho terá oito faixas, e será lançado dia 8 de Março.


Jordan Rudess incentivando futuros músicos.

Já tem data marcada a apresentação do tecladista do Dream Theater em Massachusetts, e além do privilégio de assistirem à essa autoridade no assunto, parte do valor arrecadado com a apresentação será destinado ao financiamento de bolsas de estudo à estudantes de música, da prestigiosa University Of Massachusetts Lowell.


Biff Byford Alçando Voo Solo?

O vocalista de um dos nomes mais importantes da NWOBHM, o Saxon, disse o seguinte sobre seus próximos planos:

- Posso fazer um projeto solo, ou talvez um projeto diferente. Gostaria de fazer um álbum como 747, Wheels Of Steel e And The Bands Played On.

Questionado quanto ao futuro da banda, afirmou:

- Não acho que esse é nosso último álbum (Sacrifice, a ser lançado em Fevereiro). Isso depende da banda e do envolvimento de todos.Todos devem estar comprometidos com o projeto.

- Algumas pessoas podem não querer fazer um álbum novo, ano que vem. Eles podem querer descansar, e eu não descanso, esse é o ponto.

Até o momento, já há 13 datas agendadas no giro da banda pelo Reino Unido e a Irlanda


Fontes:

http://www.facebook.com/photo.php?fbid=365713696860274&set=a.110681859030127.15110.100002649405387&type=1&theater

http://www.blabbermouth.net/news.aspx?mode=Article&newsitemID=185395

http://www.blabbermouth.net/news.aspx?mode=Article&newsitemID=185398

http://thewho.com/story/the-who-and-elvis-costello-to-play-benefit-concert-in-new-york-on-february-28/

http://www.blabbermouth.net/news.aspx?mode=Article&newsitemID=185609

http://www.blabbermouth.net/news.aspx?mode=Article&newsitemID=185656

http://www.classicrockmagazine.com/news/saxon-biff-byford-ponders-solo-album/

domingo, 27 de janeiro de 2013

Riffs da Semana - 20 à 26 de Janeiro

Alguns caminhos sempre voltam.

O sexteto do Lothlöryen decidiu que o disco "Some Ways Back No More", lançado originalmente em 2008, será regravado, dessa vez com Daniel Felipe nos vocais.


Obs.: O blog acha a ideia muito interessante, e gostaria de ver outras bandas fazerem o mesmo.


O bom filho...

O Whitesnake anunciou recentemente o retorno do baterista Tommy Aldridge ao grupo.

Sobre a novidade, Coverdale afirmou:

- Quando pedi a todos os músicos para colocarem nas suas listas de desejo de bateristas em potencial para o grupo, todos sem exceção o colocaram (Tommy Aldridge) no topo da lista.Além disso, muitos dos fãs que mandaram suas sugestões pelo nosso site oficial o queriam de volta à banda.Então, estamos muito satisfeitos em lhe dar as boas vindas no seu retorno.

- Parece que é nosso destino trabalharmos juntos, isso será muito divertido.Bem-vindo de volta, Tommy Aldridge.


Amaranthe com novidades.

Os suecos do Amaranthe já definiram a data de lançamento do seu próximo trabalho: final de Março.

Além disso, já há um clipe para o vindouro trabalho, e a música escolhida leva o mesmo nome do cd: "The Nexus".


Spiritual Beggars e seu vigésimo aniversário.

O quinteto sueco, capitaneado por Michael Amott, já definiu o nome do seu próximo trabalho: "Earth Blues", que junto com uma turnê européia será a forma da banda comemorar seus vinte anos.


O incansável Corrosion Of Conformity.

Mesmo após o relançamento dos bem-sucedidos "Eye For An Eye" e "Megalodon", o trio do Corrosion Of Conformity já começou a trabalhar num próximo álbum, ainda sem nome ou data de lançamento definidos.


Fontes:

http://www.blabbermouth.net/news.aspx?mode=Article&newsitemID=185361

http://www.blabbermouth.net/news.aspx?mode=Article&newsitemID=185337

http://www.blabbermouth.net/news.aspx?mode=Article&newsitemID=185311

http://www.blabbermouth.net/news.aspx?mode=Article&newsitemID=185309